Feira de Santana: Despesca no Parque da Lagoa garante peixe na mesa de famílias carentes na Semana Santa

Atendendo à Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, todo o pescado abaixo de 25 centímetros é devolvido à lagoa.
Atendendo à Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, todo o pescado abaixo de 25 centímetros é devolvido à lagoa.
Atendendo à Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, todo o pescado abaixo de 25 centímetros é devolvido à lagoa.
Atendendo à Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, todo o pescado abaixo de 25 centímetros é devolvido à lagoa.

Dezenas de adeptos da pesca esportiva se mobilizaram na manhã desta quinta-feira (09/04/2020), no Parque da Lagoa Radialista Erivaldo Cerqueira para coletar centenas de quilos de peixes que vão alimentar famílias carentes nesta Semana Santa. A “Pescaria Solidária”, iniciativa da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, acontece pela terceira vez.

A iniciativa tem um viés ambiental, no sentido de estabelecer o controle da quantidade de peixes na lagoa do Geladinho, e o aspecto social, visto que todo o alimento coletado é doado a sete entidades filantrópicas da cidade e para famílias da comunidade Dois é Um, em Jaguara – localidade considerada uma das mais carentes no município.

Foram pescados peixes de três espécies: tilápia, traíra e tambaqui. Atendendo à Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, todo o pescado abaixo de 25 centímetros é devolvido à lagoa.

O prefeito Colbert Martins Filho observa que este ano a iniciativa terá um viés solidário ainda mais representativo. “Vivemos uma crise de saúde em todo o mundo e que afeta diretamente a economia. E quando isso ocorre são os mais carentes que mais sofrem. E poder garantir comida na mesa dos mais pobres em um momento como esse é fundamental”, declarou.

O educador ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, João Dias (foto), explica que despesca é um procedimento técnico necessário, realizado periodicamente. “Retiramos o peixe para que haja equilibrio na densidade. Para cada metro cúbico de água é necessário que tenha no máximo três tilápias adultas, caso contrário os peixes não crescem”, ressaltou.

João Dias assegura que os alimentos recolhidos atendem a todas as normas de qualidade para o consumo humano. “Frequentemente analisamos a qualidade da água lagoa e tudo está dentro do parâmetro estabelecido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente. Também fizemos a análise da qualidade da carne do peixe. Recolhemos tilápia e levamos para o Lacen, que também atestou estar dentro do parâmetro. Os peixes do Parque da Lagoa são saudáveis”, garante.

O secretário de Meio Ambiente, Arcênio Oliveira, observa que devido ao Estado de Calamidade Pública, em consequência do enfrentamento do coronavírus, o número de pescadores foi menor este ano. “Essa é terceira vez que realizamos a Pescaria Solidária. No ano passado fizemos neste mesmo período da Semana Santa e depois no Natal. Este ano o número de participantes é menor por conta de todo esse contexto que vivemos, mas ainda assim conseguimos uma boa quantidade de peixes para serem doados as entidades e as famílias carentes”, destacou.

O motorista Wesley dos Santos participou pela primeira vez da Pescaria Solidária e foi um dos primeiros a obter êxito com o anzol: pescou uma tilápia de 1,460Kg. “É muito bom poder contrinbuir através da pesca esportiva, que é algo que eu gosto muito. Uma experiência muito boa e espero participar outras vezes”, frisou.

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