Esforços de pesquisa e desenvolvimento avançam a passos largos, diz

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou aos Estados-Membros que mais de 200 pacientes foram selecionados para um dos testes do estudo Solidariedade. A iniciativa que avalia potenciais tratamentos para a covid-19 tem pelo menos 74 países inscritos e outros que mostraram interesse em participar.

Falando em Genebra, o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, informou que os esforços de pesquisa e desenvolvimento sobre a doença “estão se movimentando rapidamente”. Na atualização desta quinta-feira, a OMS confirmou 900.306 casos e 45.693 mortes devido ao novo coronavírus em 205 países e territórios.

Plano

O chefe da OMS anunciou que o Plano Estratégico de Preparação e Resposta, lançado há dois meses, já ultrapassou os US$ 675 milhões necessários para as ações dos primeiros três meses. Cerca de US$ 677 milhões foram prometidos ou recebidos pela agência da ONU.

No discurso, o chefe da OMS reconheceu que é preciso adaptar ações e orientações para os diferentes contextos, especialmente nas comunidades mais pobres e vulneráveis.

Por exemplo, sobre a recomendação para a lavagem das mãos e o distanciamento físico, ele observou que é preciso “soluções inovadoras para comunidades que não têm água limpa ou vivem em condições desfavoráveis”.

Um apelo conjunto da OMS, do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e da Cruz Vermelha apela aos países que coloquem estações públicas gratuitas ao dispor das pessoas para higienizar as mãos em áreas sem acesso a água e aos desinfetantes.

Comunidades pobres

A agência lembrou que já são observados os efeitos econômicos e sociais da pandemia nos países de alta renda. Ghebreyesus alertou que em comunidades pobres, essas consequências podem ser ainda mais graves e duradouras.

Outro pedido feito aos governos é que forneçam uma rede de segurança social, para que as pessoas vulneráveis tenham comida e outros itens essenciais durante a crise.

Ghebreyesus lembrou que a OMS, o Banco Mundial e o FMI se uniram pedindo o alívio da dívida para os países em desenvolvimento, para permitir que implementem essas medidas.

A OMS destaca ainda que, com a aproximação de várias celebrações religiosas em diferentes regiões do mundo, a recomendação é que os países onde há transmissão considerem adiar ou reduzir esses encontros. A medida seria para reuniões onde as pessoas fiquem próximas, aumentando a possibilidade de espalhar a doença.

Redação do Jornal Grande Bahia
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