Dos bairros da elite aos da periferia, ruas da cidade de Aracaju ficam alagadas; Negligência dos governantes compromete saúde da população

Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.

Fontes do Jornal Grande Bahia (JGB) encaminharam neste domingo (19/04/2020) relatos e imagens que evidenciam alagamento em pontos da cidade de Aracaju, decorrente das chuvas. A situação compromete negativamente a saúde da população e ocorre nos bairros de classe média alta, a exemplo do Jardins e vai até a periferia da cidade.

A fonte destaca que o alagamento das ruas potencializa doenças epidêmicas, a exemplo das transmitidas pelo Aedes aegypti, tipo Dengue, Zika e Chikungunya, somada as doenças transmitidas por roedores. “Existem situações em que cidadãos, em um esforço para retirar à água que invadiu as habitações e sem usar equipamentos como botas e luvas, se expõem a graves riscos de infecção por contato com água contaminada, a exemplo de Leptospirose, Hepatite A, Salmonelose, dentre outras”.

Na contramão

O cenário é de ordem dramática. Em um esforço para tentar organizar o trânsito, agentes do município desviavam o fluxo de veículos para transitarem na contramão das vias, fato que amplia o risco de acidentes.

Ao mesmo tempo, vias de acesso dos poucos hospitais privados que existem em Aracaju estavam obstruídas pelos alagamentos, o que aumenta o potencial de morte, em casos de pessoas que necessitem de cuidados urgentes.

Negligência

Observa-se que os governantes e gestores, no âmbito do Estado e do Município, falham em não prover o adequado saneamento à população. Lembrando que esse não é um cenário novo, mas recorrente, que afeta há décadas a vida dos milhares de habitantes da capital do estado de Sergipe.

As falhas na infraestrutura da cidade se tornam mais um óbice ao problema de saúde pública decorrente da pandemia por Covid-19.

Não obstante, as recentes denúncias de negligência e indícios de corrupção envolvendo a política pública necessária ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus pode transformar o município de Aracaju e o estado de Sergipe em uma das unidades da federação mais afetadas pela doença de origem asiática, que, segundo dados da Johns Hopkins University (JHU), até às 10 horas deste domingo (19), foi responsável pela infecção de 2.347.875 pessoas no mundo, ocasionando 161.402 mortes e, no Brasil, infectou 36.925 pessoas, levando há óbito 2.372 cidadãos. Números que representam vidas e famílias e que não param de ampliar.

Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população. Cidadão coloca vida em risco ao tentar retirar água que invadiu residência.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população. Cidadão coloca vida em risco ao tentar retirar água que invadiu residência.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
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Ruas alagadas da cidade de Aracaju comprometem negativamente saúde da população.
Sobre Carlos Augusto 9458 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).