Agricultura familiar da Bahia celebra o Dia Mundial do Café com novas estratégias de comercialização em meio à pandemia da Covid-19

Os mais de 153 agricultores familiares, filiados à Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (COOPERBAC), são responsáveis por parte dessa produção.

Os mais de 153 agricultores familiares, filiados à Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (COOPERBAC), são responsáveis por parte dessa produção.

No dia 14 de abril se comemora mundialmente uma das bebidas mais apreciadas e consumidas em todo o mundo, o café. Seja o tradicional, de torra média ou escura, gourmet ou especial, ele não falta na mesa da maioria dos brasileiros. A Bahia é o 4º maior produtor de café do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais (1º), Espírito Santo (2º) e São Paulo (3º), sendo a agricultura familiar responsável por cerca de 85% da produção em todo o estado.

As principais regiões produtoras são o Sudoeste Baiano, Extremo Sul, Oeste, Chapada Diamantina e Médio Sudoeste. Somadas a produção de grãos dos cafés arábica e conilon, o número total de sacas chega a cerca de três milhões, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os mais de 153 agricultores familiares, filiados à Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac), são responsáveis por parte dessa produção. A cooperativa, que vem recebendo apoio do Governo do Estado nos últimos anos, tem se destacado na produção de café, no Sudoeste Baiano, apesar de ter a capacidade de produção reduzida nesse período de pandemia da COVID 19, mas continua atuando e executando estratégias para continuar produzindo e comercializando.

Joahra Oliveira, presidente da Cooperbac, explicou que apesar das dificuldades deste período, estão buscando alternativas para enfrentar os problemas: “Com relação aos mercados, estamos garantindo as entregas e optamos pela contratação, inicialmente, de um representante comercial no Sul da Bahia. Essa estratégia está dando certo porque ele executa a venda e nós fazemos a entrega. Outra estratégia que adotamos, a partir da ação do representante, foi a aquisição de máquinas de moer café na hora. Já estamos com três unidades e mais pedidos de outros clientes, o que possibilitou a venda em grãos para esses mercados, o que está gerando bons resultados”.

Com seu café premiado, a Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), localizada na Chapada Diamantina, está apostando na estratégia de entregas para atender aos consumidores da capital baiana: “Com a redução da venda de grãos verdes para cafeterias e algumas empresas, nosso foco está sendo trabalhar com o café torrado por meio de delivery, em Salvador”.

De acordo com o presidente da cooperativa, Rodolfo Moreno, as vendas eram feitas essencialmente para cafeterias e algumas empresas, mas a maioria está suspensa ou reduzida. Também na Chapada Diamantina, parte dos agricultores filiados à Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio) começa a colher os primeiros frutos dessa safra e outros se preparam para a próxima etapa, que se inicia em maio e termina em setembro.

Cafés baianos premiados

Além de ser o 4º maior produtor do país, o café baiano, produzido por agricultores e agricultoras familiares filiados à Coopiatã, foi premiado mais de uma vez na Cup of Excellence, principal concurso nacional voltado para a qualidade do café, realizado em São Paulo. Na edição de 2019, cinco cooperados da Coopiatã representaram a Bahia no campeonato, que é promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). O agricultor Mersi Jordan levou o terceiro lugar, João Roberto, o sétimo, e Aguinaldo (Seu Guina), o décimo lugar.

A Cooperbio, também em 2019, foi uma das organizações selecionadas para apresentar experiências exitosas, que dialogam com o contexto de Mudança do Clima e Transição Agroecológica, pelo Projeto Bota na Mesa, organizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP). O encontro teve por objetivo inspirar a construção de referências de atuação para empresas e governos da cadeia de agricultura e alimentação.

Outras ações

Na Cooperbac, outra ação que está sendo realizada nesse período que antecede à colheita, é a busca pelo capital de giro, para garantir a compra do café produzido pelos filiados, para não ficarem à mercê de atravessadores, o que garantirá a formação de estoque e a industrialização do café também em outros períodos do ano.

Está sendo realizado também pela cooperativa o atendimento, via ligação telefônica e pelas redes sociais com os cooperados, para a continuidade do serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater) e com os clientes, responsáveis por mercados que comercializam o café da Cooperbac. Agricultura familiar baiana celebra o Dia Mundial do Café com novas estratégias de comercialização em meio à COVID-19

Neste dia 14 de abril se comemora mundialmente uma das bebidas mais apreciadas e consumidas em todo o mundo, o café. Seja o tradicional, de torra média ou escura, gourmet ou especial, ele não falta na mesa da maioria dos brasileiros. A Bahia é o 4º maior produtor de café do país, ficando atrás apenas de Minas Gerais (1º), Espírito Santo (2º) e São Paulo (3º), sendo a agricultura familiar responsável por cerca de 85% da produção em todo o estado.

As principais regiões produtoras são o Sudoeste Baiano, Extremo Sul, Oeste, Chapada Diamantina e Médio Sudoeste. Somadas a produção de grãos dos cafés arábica e conilon, o número total de sacas chega a cerca de três milhões, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os mais de 153 agricultores familiares, filiados à Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac), são responsáveis por parte dessa produção. A cooperativa, que vem recebendo apoio do Governo do Estado nos últimos anos, tem se destacado na produção de café, no Sudoeste Baiano, apesar de ter a capacidade de produção reduzida nesse período de pandemia da COVID 19, mas continua atuando e executando estratégias para continuar produzindo e comercializando.

Joahra Oliveira, presidente da Cooperbac, explicou que apesar das dificuldades deste período, estão buscando alternativas para enfrentar os problemas: “Com relação aos mercados, estamos garantindo as entregas e optamos pela contratação, inicialmente, de um representante comercial no Sul da Bahia. Essa estratégia está dando certo porque ele executa a venda e nós fazemos a entrega. Outra estratégia que adotamos, a partir da ação do representante, foi a aquisição de máquinas de moer café na hora. Já estamos com três unidades e mais pedidos de outros clientes, o que possibilitou a venda em grãos para esses mercados, o que está gerando bons resultados”.

Com seu café premiado, a Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), localizada na Chapada Diamantina, está apostando na estratégia de entregas para atender aos consumidores da capital baiana: “Com a redução da venda de grãos verdes para cafeterias e algumas empresas, nosso foco está sendo trabalhar com o café torrado por meio de delivery, em Salvador”.

De acordo com o presidente da cooperativa, Rodolfo Moreno, as vendas eram feitas essencialmente para cafeterias e algumas empresas, mas a maioria está suspensa ou reduzida. Também na Chapada Diamantina, parte dos agricultores filiados à Cooperativa de Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (Cooperbio) começa a colher os primeiros frutos dessa safra e outros se preparam para a próxima etapa, que se inicia em maio e termina em setembro.

Cafés baianos premiados

Além de ser o 4º maior produtor do país, o café baiano, produzido por agricultores e agricultoras familiares filiados à Coopiatã, foi premiado mais de uma vez na Cup of Excellence, principal concurso nacional voltado para a qualidade do café, realizado em São Paulo. Na edição de 2019, cinco cooperados da Coopiatã representaram a Bahia no campeonato, que é promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). O agricultor Mersi Jordan levou o terceiro lugar, João Roberto, o sétimo, e Aguinaldo (Seu Guina), o décimo lugar.

A Cooperbio, também em 2019, foi uma das organizações selecionadas para apresentar experiências exitosas, que dialogam com o contexto de Mudança do Clima e Transição Agroecológica, pelo Projeto Bota na Mesa, organizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP). O encontro teve por objetivo inspirar a construção de referências de atuação para empresas e governos da cadeia de agricultura e alimentação.

Outras ações

Na Cooperbac, outra ação que está sendo realizada nesse período que antecede à colheita, é a busca pelo capital de giro, para garantir a compra do café produzido pelos filiados, para não ficarem à mercê de atravessadores, o que garantirá a formação de estoque e a industrialização do café também em outros períodos do ano.

Está sendo realizado também pela cooperativa o atendimento, via ligação telefônica e pelas redes sociais com os cooperados, para a continuidade do serviço de assistência técnica e extensão rural (Ater) e com os clientes, responsáveis por mercados que comercializam o café da Cooperbac.

Agricultura familiar responsável por cerca de 85% da produção em todo o estado.

Agricultura familiar responsável por cerca de 85% da produção em todo o estado.

Produção do café Cooperbio.

Produção do café Cooperbio.

Produção do café especial Coopiatã.

Produção do café especial Coopiatã.

Produção do café Tia Rege.

Produção do café Tia Rege.

A Bahia é o 4º maior produtor de café do país.

A Bahia é o 4º maior produtor de café do país.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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