Vozes da população se erguem contra os golpes Civil-Militar de 1964 e Jurídico-Parlamentar de 2016; Governo do extremista Jair Bolsonaro permanece na defesa dos regimes totalitários

Membros da comunidade demonstram elevados princípios políticos ao rejeitarem ditaduras e governos opressores.

Membros da comunidade demonstram elevados princípios políticos ao rejeitarem ditaduras e governos opressores.

Uma série de atividades em redes sociais marcará, nesta terça-feira (31/03/2020), o repúdio ao golpe de 1964 e seus defensores, além do apoio ao Estado democrático de direito. A partir das 14h, por exemplo, haverá um “twittaço” com hashtags como #ditaduranuncamais e #luto na janela. A lembrança mostra ser continuamente necessária, porque o atual governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) segue ecoando o movimento de 31 de março/1º de abril.

O Ministério da Defesa, por exemplo, afirmou, nesta segunda-feira (30), que 1964 foi “um marco na democracia”, ainda que o regime instaurado naquele ano tenha significado cassações de opositores políticos, exílio, prisões, tortura, censura e desaparecimentos forçados, muitos não esclarecidos até hoje. A ordem do dia é assinada pelos ministros da Defesa e das Forças Armadas – que nunca reconheceram sua responsabilidade institucional pelo golpe, contrariando uma das recomendações da Comissão Nacional da Verdade, em seu relatório final.

Assim como ocorreu no ano passado, uma caminhada, denominada Vozes do Silêncio, seria realizada em memória das vítimas e contra a violência do Estado, durante a ditadura e também na democracia. Com a pandemia, foi substituída por uma vigília nas redes. Em 2019, aproximadamente 10 mil pessoas participaram de ato no parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Vozes do Silêncio

A manifestação de certa forma foi “estimulada” pelo presidente Jair Bolsonaro, que se declarou a favor de celebrações pelo golpe. Com isso, ele desrespeitou outra recomendação da Comissão da Verdade, pela proibição de atos a favor de 1964, algo “incompatível” com o Estado de direito.

Das 18h às 20h, haverá um “web-seminário”, com transmissão pelas páginas do movimento Vozes do Silêncio e da TV GGN, entre outras, com moderação do jornalista Luis Nassif e da procuradora da República Eugênia Gonzaga, ex-presidenta da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, destituída no ano passado por Bolsonaro. Depois, das 20h30 às 21h, está programado um “barulhaço” nas janelas, seguido de novo “twittaço” contra a ditadura.

A programação segue com entrevistas e show, das 21h30 às 22h. A partir desse horário, será exibido o filme O Dia que Durou 21 anos, dirigido por Camilo Tavares, que mostra a participação norte-americana nas origens do golpe.

Mais informações sobre as atividades podem ser nas redes e também pelo site https://vozesdosilencio.com.

*Com informações da RBA.

Ato em memória das mulheres vítimas da ditadura militar no Rio de Janeiro, realizado em 2016.

Ato em memória das mulheres vítimas da ditadura militar no Rio de Janeiro, realizado em 2016.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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