UNESCO condena assassinatos de jornalistas no Brasil, na Somália e no México

Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO.

Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou na semana passada (27/02/2020) o assassinato do jornalista brasileiro Lourenço Léo Veras, morto em 12 de fevereiro na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde trabalhava perto da fronteira com o Brasil.

Em nota, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, disse que os autores do crime precisam ser levados à Justiça e punidos. Ela acrescentou que a proteção dos jornalistas é fundamental para a defesa da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou na semana passada (27) o assassinato do jornalista brasileiro Lourenço Léo Veras, morto em 12 de fevereiro na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde trabalhava perto da fronteira com o Brasil.

Lourenço Veras dirigia o site Porã News e atuava como correspondente para vários veículos de mídia brasileiros. Ele foi assassinado a tiros, dentro de casa, por homens armados e mascarados.

Segundo a imprensa local, os assassinos invadiram a casa do jornalista na hora do jantar, quando Veras estava acompanhado da esposa, do filho e de outros membros da família.

No ano passado, o jornalista participou de uma entrevista de TV e chegou a relatar que estava recebendo ameaças de morte. A Comissão de Proteção dos Jornalistas afirmou que a fronteira do Brasil com o Paraguai é uma das mais perigosas do mundo para profissionais da imprensa.

Em nota, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, disse que os autores do crime precisam ser levados à Justiça e punidos. Ela acrescentou que a proteção dos jornalistas é fundamental para a defesa da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão.

Numa nota separada, Azoulay condenou o assassinato do jornalista somali Abduwali Ali Hassan na cidade de Afgoye, na região de Lower Shabelle, na Somália. Ali Hassan trabalhava como freelancer para a rádio Kulmiye, em Mogadíscio, e para a TV Universal, com sede em Londres, no Reino Unido. Ele foi atacado por homens armados em 16 de fevereiro e morreu a caminho do hospital.

Medo e democracia

A chefe da UNESCO pediu às autoridades somalis que protejam melhor os jornalistas. E afirmou que ataques à imprensa geram um clima de medo além de enfraquecer a democracia. Para ela, é fundamental que as autoridades do país investiguem o assassinato e punam os culpados.

Em comunicado emitido na semana passada, Azoulay também condenou o assassinato de uma radialista no México. Teresa Aracely Alcocer, de Ciudad Juárez, comandava um programa semanal sobre astrologia na rádio La Poderosa. Ela foi morta por atiradores não identificados em 19 de fevereiro. Conhecida como “Bárbara Greco” pelo público, a radialista foi alvejada em um cruzamento da cidade, que fica no estado mexicano de Chihuahua.

A chefe da UNESCO disse que os crimes contra jornalistas e trabalhadores da mídia representam um ataque ao direito fundamental da liberdade de expressão e não podem ficar impunes.

Ainda na semana passada, a UNESCO emitiu uma nota condenando o assassinato do jornalista Aziz Memon. Ele foi encontrado morto na cidade de Mehrabpur, na província de Sindh, no sul do Paquistão, em 16 de fevereiro. O repórter da Kawish Television Network, KTN, chegou a reportar ameaças de morte.

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