Representantes da ONU alertam que estigma de pessoas ou grupos associados erroneamente a disseminação da Covid-19 é afronta aos valores e direitos humanos

Duas mulheres em uma estação de metrô na Cidade do México durante a pandemia do novo coronavírus.

Duas mulheres em uma estação de metrô na Cidade do México durante a pandemia do novo coronavírus.

Dois representantes da ONU expressaram grande preocupação com o aumento do estigma, do discurso e de crimes de ódio contra pessoas e grupos “erroneamente difamados e vistos como associados ao novo coronavírus em todo o mundo”.

Em comunicado emitido nesta segunda-feira (30/03/2020) do representante da Aliança de Civilizações das Nações Unidas, Miguel Moratinos, e do conselheiro especial da ONU para Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, pede solidariedade social para enfrentar o problema.

Sociedades

No documento divulgado esta segunda-feira, os dois representantes destacam que se pretende ter “sociedades inclusivas, coesas e pacíficas, que esta é a hora de incentivar a aliança entre culturas, civilizações e pessoas” e “não há tempo a perder.”

Segundo eles, todos enfrentam “o mesmo inimigo, que é invisível, avança rapidamente, tira vidas e provoca o caos de forma indiscriminada.” Para eles, “deixar romper o tecido das nossas sociedades é talvez o mais sério transtorno que a pandemia do covid-19 está infligindo ao mundo”.

No comunicado, Moratinos e Dieng lembram que a pandemia é uma ameaça global para a paz e segurança, mas também “uma oportunidade para demonstrar união”.

Diante de medidas como distanciamento social, o pedido é que haja “solidariedade social e construção de pontes de bondade.Melissa Ganz

Diante de medidas como distanciamento social, o pedido é que haja “solidariedade social e construção de pontes de bondade.

Pandemia

Diante de medidas como distanciamento social, o pedido é que haja “solidariedade social, construção de pontes de bondade e compaixão para transpor as paredes erguidas pelo homem”. Também se deve “pedir proteção para os mais vulneráveis, incluindo idosos, que estão enfrentando a parte mais pesada da pandemia.”

O comunicado aponta questões como estigma, discurso de ódio, xenofobia, racismo e todas as formas de discriminação como uma “afronta aos valores e direitos humanos universais”.

Os representantes defendem que é preciso atuar em “efetiva cooperação internacional, implementando uma abordagem que envolva toda a sociedade, que inclua todos os governos nacionais, sociedade civil, mídia, empresas privadas, líderes religiosos, jovens e mulheres.”

Solidariedade

Na semana passada, as Nações Unidas lançaram o Plano de Resposta Humanitária Global Covid-19 através do secretário-geral, António Guterres. A meta é garantir que ninguém seja deixado para trás na luta contra a pandemia.

Nesse sentido, os representantes elogiaram a liderança demonstrada por alguns governos em promover mensagens de solidariedade e unidade global e em adotar medidas para conter o avanço do novo coronavírus.

*Com informações da ONU News.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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