Regina Duarte diz que buscará diálogo e pacificação no setor cultural; #ForaRegina surge antes de assumir Secretaria do Governo Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro dá posse à secretária especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina Duarte.
O presidente Jair Bolsonaro dá posse à secretária especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina Duarte.
O presidente Jair Bolsonaro dá posse à secretária especial da Cultura do Ministério do Turismo, Regina Duarte.

A atriz Regina Duarte disse quinta-feira (04/03/20020), ao tomar posse na Secretaria Especial da Cultura, que espera o apoio do Legislativo para impulsionar projetos culturais no país e que vai “passar o chapéu” em busca de recursos para o setor. Ela afirmou ainda que buscará pacificação e diálogo permanente com o setor.

“Meu propósito aqui é pacificação e diálogo permanente com o setor cultural, com os estados e municípios, com o parlamento e com os órgãos de controle. O apoio do legislativo é indispensável para que se tornem reais os objetivos da tarefa que vamos inciar juntos a partir de hoje”, afirmou, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

É possível “fazer muita cultura com os recursos que temos. Criativamente, como no meu tempo de amadora”, disse Regina. “Acredito também que se possa fazer mais com mais, acredito na busca da beleza e sabemos que beleza é inerente ao conceito de arte. E assim, na busca de uma beleza maior, vamos passar o chapéu, como de praxe, por que não? Se há vontade de fazer mais, e grande, e os recursos são escassos, vamos passar o chapéu, sim”, destacou.

Para Regina, a cultura é um dos principais pilares do desenvolvimento social e econômico do país, e uma cultura forte consolida a identidade de uma nação. “Uma nação tem que nutrir e zelar pela cultura do seu povo, democratizando, repartindo com equilíbrio as fatias do fomento para que todas as regiões possam viabilizar e expor sua produção e para que toda a população possa desfrutar da nossa magnífica expressão cultural.”

No discurso, Regina Duarte agradeceu o apoio da sua família, o incentivo dos fãs e anônimos e a confiança do presidente Jair Bolsonaro, do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e de sua nova equipe de trabalho. A Secretaria Especial da Cultura está ligada ao Ministério do Turismo.

“Estamos unidos aos milhões de brasileiros, uma gente que deseja e merece viver em um país onde a cultura seja passaporte para uma vida plena, recheada de sonhos, de fantasias, emoções, momentos felizes, sempre. E que cultura seria essa geradora da tenta felicidade, dona Regina? Para começar, acho que seria alguma coisa que não passasse nem perto do conceito de domínio. Falo de cultura como libertação, dessa argamassa de hábitos e comportamentos, rituais e costumes que se autofertilizam no seio do povo”, destacou a secretária.

Lei Rouanet

A atriz foi convidada pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o cargo de secretária especial da Cultura após a exoneração do dramaturgo Roberto Alvim, em janeiro deste ano.

Em discurso, Bolsonaro disse que, assim como os ministros, Regina Duarte terá liberdade para montar sua equipe. A expectativa do presidente é que a nova secretária impulsione os mecanismos culturais disponíveis, como a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

“A definição de cultura se resume a um conjunto de hábitos, crenças e conhecimentos. E, com esse propósito, depois de um ano de governo, nós achamos, tenho certeza, a pessoa certa que pode valorizar, por exemplo, a Lei Rouanet, tão mal utilizada no passado”, disse o presidente.

Em abril do ano passado, o governo anunciou mudanças para o financiamento de projetos culturais, como a redução do teto de valores financiados de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão.

A cultura “vai muito além do que nós pensamos” e influencia na economia, afirmou o presidente. “Lógico que não é palpável”, destacou. “A música [por exemplo], é um ânimo, é uma injeção de coragem em você, e nós temos que resgatar isso, e o tempo voa”, disse Bolsonaro, ressaltando que o governo está, “de forma tímida, apenas começando a escrever a cultura”.

Carreira

Filha de pai militar e de mãe professora de piano, mãe de três filhos e avó de seis netos, Regina Duarte nasceu no dia 5 de fevereiro de 1947.

Regina trabalha como atriz há 55 anos. Atuou em dezenas de novelas, sendo um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira.

Seus papéis mais marcantes foram em folhetins como Selva de Pedra, Irmãos Coragem, Vale Tudo, Roque Santeiro e Rainha da Sucata e no seriado Malu Mulher. Regina Duarte interpretou a personagem Helena em três obras do autor Manoel Carlos (História de Amor, Por Amor e Páginas da Vida).

Para assumir o cargo de secretária especial da Cultura, a atriz encerrou seu contrato com a TV Globo.

Regina Duarte ganha #ForaRegina antes mesmo de assumir Secretaria da Cultura

A posse de Regina Duarte à chefia da Secretaria Especial da Cultura está marcada para esta quarta-feira (04/03/2020). Com demissões de bolsonaristas da secretaria, a ex-atriz global recebeu um #ForaRegina antes mesmo de assumir o cargo.

Segundo o jornal O Globo, seis bolsonaristas foram demitidos da Secretaria Especial da Cultura por Regina Duarte, que nem ao menos tomou posse da chefia da secretaria do governo Bolsonaro.

A posse de Regina Duarte está marcada para às 11 horas desta quarta-feira (04), e antes de assumir o cargo já conseguiu deixar milhares de bolsonaristas raivosos devido às demissões.

Depois de mais de 50 anos de contrato assinado com a Rede Globo, a atriz agora comandará a Cultura do Brasil, assumindo o desafio de tentar apaziguar os ânimos entre artistas e o governo Bolsonaro, além de gerenciar todas as políticas públicas federais relacionadas à cultura.

Pelo visto, o primeiro desafio de Regina Duarte já está acontecendo na web. Um pedido de #ForaRegina está ganhando força no Twitter, com mais de 19 mil tweets. Mas nem tudo são espinhos, pois “Regina Duarte” já conseguiu se tornar o assunto mais comentado de hoje com mais de 33 mil tweets.

Para o bolsonarista Bernardo, o problema está mais embaixo: na contração de membros do PT e PSOL.

​Outra bolsonarista lamentou as demissões, dizendo que “não foi para fazer isso que elegemos Bolsonaro”.

​E a “guerra cultural” como fica?

​Perseguidora de olavistas? Conspiracionistas estão com tudo.

​Obviamente, os antibolsonaristas não perderiam essa chance de tirar onda com os apoiadores de Bolsonaro.

​Fogo no parquinho do inferno.

​Os grupos do WhatsApp devem estar pegando fogo.

​De acordo com a Folha de S.Paulo, os demitidos são Camilo Calandreli (secretário de Fomento e Incentivo à Cultura), Reynaldo Campanatti (secretário da Economia Criativa), Gislaine Targa (chefe de gabinete da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura), Raquel Brugnera (chefe de Gabinete da Secretaria da Economia Criativa), Ednagela Santos (diretora do Departamento de Promoção da Diversidade Cultural) e Ricardo Freire Vasconcellos (diretor do Sistema Nacional de Cultura).

*Com informações das Agências Brasil e Sputnik.

Secretária da Cultura, Regina Duarte e o extremista de direita Jair Bolsonaro, presidente da República.
Secretária da Cultura, Regina Duarte e o extremista de direita Jair Bolsonaro, presidente da República.
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