Pesquisadores desenvolvem EPI de proteção facial para profissionais de saúde da rede pública | Por Fernanda Vasques Ferreira

Pesquisadores desenvolvem EPI de proteção facial para profissionais de saúde da rede públicaPesquisadores desenvolvem EPI de proteção facial para profissionais de saúde da rede pública

CIÊNCIA

Solução Covid-19

Pesquisadores desenvolvem EPI de proteção facial para profissionais de saúde da rede pública

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Pesquisadores desenvolvem EPI de proteção facial para profissionais de saúde da rede pública

Equipamento aumenta a vida útil da máscara N-95 recomendada, mas atualmente, em falta no Brasil e no mundo. Iniciativa busca apoio para aumentar a linha de produção e reduzir as chances de contaminação dos profissionais de saúde com o Covid-19

A ciência está a serviço da saúde pública e coletiva na luta contra a pandemia do coronavírus. Isso é o que mostra o projeto colaborativo que reúne professores, pesquisadores e voluntários para a produção em larga escala de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para profissionais da rede pública de saúde. O projeto Face Shiel for Life 3D tem como objetivo reduzir os riscos de exposição dos profissionais de saúde que estão trabalhando no combate ao Covid-19 e, com isso, garantir o aumento da capacidade de atendimento dos profissionais na rede pública.

Os protetores faciais aumentam a vida útil da N-95, máscara recomendada e utilizada nos protocolos de segurança determinados pelo Ministério da Saúde, já em falta no Brasil e no mundo. “Essa máscara é excelente porque pode ser lavada com água e sabão e higienizada com álcool 70%, reduzindo os riscos de contaminação da N-95”, explica a infectologista e pediatra Isabele Medeiros de Lucena. Dois exemplares dos protetores já produzidos e testados pelos profissionais do Hospital Couto Maia, em Salvador – BA. De acordo com a diretora técnica do hospital, Alice Sena, as máscaras atendem à demanda dos profissionais. O Hospital Couto Maia é referência em doenças infecto-contagiosas no Brasil.

A médica infectologista, professora e coordenadora do curso de Medicina da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Ana Verônica Mascarenhas, explica que esses EPIs devem ser utilizados quando houver risco de exposição do profissional de saúde: “O protetor facial tem uma grande vantagem em relação aos óculos. Usados sobre os óculos e máscaras cirúrgicas ou máscaras de proteção respiratória, o protetor facial é uma barreira de proteção e permite o maior tempo de uso das máscaras, reduzindo o consumo delas, diminuindo o consumo que já é um problema mundial durante a pandemia”.

 Utilizando uma impressora 3D, os cientistas conseguem produzir a máscara de proteção individual que é utilizada em vários países da Europa e Ásia na proteção dos profissionais de saúde. “Corremos contra o tempo e precisamos de parceiros, seja para obtermos os insumos, seja para aumentarmos nossa capacidade de produção que, no momento, com os recursos que temos é de duas horas/máscara, seja para pensar uma logística eficiente de distribuição para todo o país”, declarou o professor e pesquisador Leandro Brito, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). No vídeo, o pesquisador do Mini Maker Lab, Peterson Lobato, faz uma demonstração dos componentes do protetor facial produzido no projeto.

Pesquisadores desenvolvem EPI de proteção facial para profissionais de saúde da rede pública

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Atualmente, o time de fabricação – pesquisadores, estudantes e makers, assim como empresas no ramo de impressão 3D – estão obedecendo às regras e protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde com relação ao isolamento e à quarentena. “O controle das especificações técnicas e os ajustes estão sendo coordenados remotamente”, explica Leandro Brito. Ao final da produção, a coleta será realizada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e todos os protetores serão submetidos ao processo de esterilização, embalagem e serão entregues para o Hospital Couto Maia. “Nossa expectativa é entregar 200 unidades para o Hospital Couto Maia. Ao atingir a meta, continuaremos o trabalho para atender outras unidades interessadas na Bahia e no país. O senso humanitário está aflorado. Nesse momento já contamos com pessoas que estão adquirindo impressoras 3D para nos ajudar no processo de fabricação”, salienta o pesquisador. Para contribuir com os recursos de produção, o grupo disponibilizou uma proposta de financiamento coletivo das máscaras. Qualquer cidadão pode colaborar com qualquer valor clicando aqui.

 “Estamos fazendo uma força-tarefa dos entusiastas de impressão 3D que têm as impressoras nas universidades e em suas residências para usar o conhecimento dos pesquisadores para produzir o maior quantitativo de protetores faciais para os profissionais que estão na linha de frente: maqueiros, enfermeiros e médicos. O objetivo é tentar minimizar o problema que estamos enfrentando”, explica o gerente de pesquisa da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) – Campus Salvador, Eduardo Jorge.

O projeto Face Shield for Life 3D é uma personalização do Prusa Protective Face Shield e, no Brasil, reúne professores, pesquisadores e voluntários da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (BAHIANA), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB),o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), a ONG Instituo PEPO, o Mini Maker Lab, o Centro Juvenil de Ciência e Cultura, o projeto Coruja Lab – CMBJL e a empresa ALGETEC – Soluções em Engenharia e Saúde.  “Outra frente de trabalho é a produção de ventiladores mecânicos para pacientes contaminados. Esse projeto também está em andamento”, anunciou Leandro Brito, doutor em modelagem computacional e tecnologia industrial.

Serviço:

Para contribuir com o projeto: http://vaka.me/951174

Vídeo com a demonstração do protetor facial: https://youtu.be/Xj2cSjteMfQ

Mais informações:

Leandro Brito

Contato: 71 98101-0030

Crédito das fotos: Divulgação

Ilustração: Verônica Popov

Instagram: @faceshieldforlife3d

Release produzido em 23/03/2020 por Fernanda Vasques Ferreira

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About the Author

Juarez Duarte Bomfim
Baiano de Salvador, Juarez Duarte Bomfim é sociólogo e mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutor em Geografia Humana pela Universidade de Salamanca, Espanha; e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Tem trabalhos publicados no campo da Sociologia, Ciência Política, Teoria das Organizações e Geografia Humana. Diversas outras publicações também sobre religiosidade e espiritualidade. Suas aventuras poético-literárias são divulgadas no Blog abrigado no Jornal Grande Bahia. E-mail para contato: [email protected]