Na Bahia, vendas do varejo caem -6,9% de dezembro 2019 para janeiro 2020, diz IBGE

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Tabela informa índices de volume e de receita nominal de vendas no comércio varejista ampliado, por tipos de índice e atividades.
Tabela informa índices de volume e de receita nominal de vendas no comércio varejista ampliado, por tipos de índice e atividades.
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Tabela informa índices de volume e de receita nominal de vendas no comércio varejista ampliado, por tipos de índice e atividades.

Em janeiro de 2020, as vendas do varejo na Bahia recuaram de forma importante (-6,9%) em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais (que desconsidera, por exemplo, o Natal), depois de dois meses em alta nesse indicador (+3,2% de outubro para novembro e + 1,9% de novembro para dezembro de 2019).

Nessa comparação, o comércio varejista baiano teve o segundo pior resultado entre os estados, melhor apenas que o verificado o Amapá (-10,4%). Foi também a pior passagem de dezembro para janeiro, na Bahia, em toda a nova série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, iniciada em 2000.

De dezembro de 2019 para janeiro de 2020, o comércio varejista nacional também mostrou recuo nas vendas (-1,0%), com quedas em 16 dos 27 estados. Enquanto Amapá (-10,4%) e Bahia (-6,9%) tiveram os piores resultados, Rondônia (5,2%) e Roraima (3,4%) registraram os maiores crescimentos.

Apesar do desempenho negativo frente a dezembro, na comparação de janeiro/20 com janeiro/19, as vendas na Bahia avançaram 0,6%. Sustentaram, assim, o quinto resultado positivo seguido no confronto com o mesmo mês do ano anterior, ainda que mostrando redução de ritmo em relação ao fim do ano passado (em dezembro/19 frente a dezembro/18, a alta havia sido de 7,4%).

Foi também o primeiro janeiro positivo para o varejo baiano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, desde 2014, quando o avanço havia sido de 9,6%.

Nessa comparação as vendas do comércio varejista nacional avançaram 1,3%, com altas em 17 dos 27 estados. Os melhores desempenhos foram registrados no Amazonas (10,5%) e na Paraíba (8,1%), enquanto Ceará (-2,1%) e Minas Gerais (-1,9%) tiveram os recuos mais profundos.

O varejo baiano também se manteve em alta (2,2%) no acumulado nos últimos 12 meses encerrados em janeiro (frente aos 12 meses anteriores). Esse indicador no estado está um pouco acima do Brasil como um todo (1,8%) e é o melhor acumulado em 12 meses para o varejo baiano desde janeiro de 2015 (quando havia ficado em3,5%).

Dos 27 estados, 15 tiveram alta no acumulado nos 12 meses encerrados em janeiro deste ano, com destaque positivo para Amapá (16,9%) e Amazonas (9,0%), e negativo para Piauí (-5,4%) e Alagoas (-2,2%).

Aumento das vendas na Bahia, em janeiro, foi fruto de altas em 4 das 8 atividades, puxadas por móveis e eletrodomésticos (10,4%) e combustíveis (7,6%)

Em janeiro, na Bahia, 4 das 8 atividades do varejo restrito (que exclui as vendas de automóveis e material de construção) tiveram altas nas vendas, frente ao mesmo mês de 2019.

Assim como já tinha ocorrido em dezembro do ano passado, o maior aumento foi registrado pelo segmento de móveis e eletrodomésticos (10,4%), que teve o quinto resultado mensal positivo consecutivo (cresce desde setembro de 2019).

A atividade também exerceu a principal influência positiva para o desempenho do varejo como um todo, no estado, novamente puxada com mais força pelos eletrodomésticos (13,9%), enquanto as vendas de móveis cresceram em menor intensidade (2,4%).

Os combustíveis (7,6%) tiveram o segundo maior aumento nas vendas e deram a segunda maior contribuição para o avanço do varejo baiano em janeiro. As vendas dessa atividade crescem seguidamente há nove meses, desde maio do ano passado.

Dentre os quatro ramos do varejo baiano com recuo nas vendas em janeiro, o que mais puxou para baixo o desempenho geral do setor na Bahia foi o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,5%).

Apesar de ter apenas a terceira queda mais profunda, a atividade dos supermercados é a que tem mais peso na estrutura do comércio varejista no estado. As vendas nesse segmento caíram pelo segundo mês seguido, aumentando o ritmo de recuo frente a dezembro de 2019 (quando havia se retraído -1,7%).

O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,8%) também teve influência importante no sentido de segurar o avanço das vendas do varejo baiano em janeiro. A atividade caiu pelo quarto mês consecutivo.

Com altas nas vendas de automóveis (2,1%) e material de construção (0,1%) varejo ampliado baiano avança 0,9% em janeiro 20/ janeiro 19

Em janeiro, na Bahia, o comércio varejista ampliado teve um resultado um pouco melhor que o do varejo restrito.

Frente a dezembro de 2019, as vendas do varejo ampliado também apresentaram recuo importante (-6,6%), embora levemente menor que o do varejo restrito (-6,9%). Já na comparação com janeiro de 2019, as vendas do varejo ampliado avançaram 0,9% (frente a 0,6% do varejo restrito).

Em ambos os casos, o desempenho do varejo ampliado baiano ficou bem aquém da média nacional. No Brasil como um todo, houve avanço nas vendas do setor tanto frente a dezembro (0,6%) quanto na comparação com janeiro do ano passado (3,5%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.

Na comparação com janeiro de 2019, esses dois segmentos tiveram variações positivas nas vendas, sendo que o desempenho da atividade de veículos (2,1%) foi bem superior ao de material de construção (0,1%).

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