Marinha diz que não há risco imediato de naufrágio do Stella Banner; Óleo vazado tem como origem convés, e não o tanque do navio encalhado

Navio MV Stella Banner adernou na costa do município de São Luís, no Maranhão.

Navio MV Stella Banner adernou na costa do município de São Luís, no Maranhão.

A Marinha informou neste domingo (01/03/2020) que não há “risco imediato” de naufrágio do Stellar Banner, uma vez que o casco do navio é “bastante resistente” e está encalhado em um “banco de areia consistente”. Segundo o comandante do 4º Distrito Naval, vice-almirante Newton de Almeida Costa Neto, não houve, até o momento, vazamento do óleo que está no tanque do navio.

De acordo com o comandante, o óleo – que foi identificado por equipamentos extremamente sensíveis – é, na verdade, um resíduo oleoso que escorreu do convés para o mar em um dia de muita chuva. “Por conta disso, o convés hoje está bem limpo. Eram substâncias oleosas, como graxa, que costumam ficar no convés do navio”, disse Costa Neto em entrevista coletiva hoje, no Maranhão.

O Stellar Banner está encalhado a cerca de 100 quilômetros da costa do Maranhão com cerca de 275 mil toneladas de minério de ferro e 3,8 mil toneladas de óleo. O incidente ocorreu na última segunda-feira (24).

Os 20 tripulantes foram retirados do navio em segurança. “No momento, nada indica que ele naufragará porque está em um banco de areia consistente. Não é algo imediato porque o navio tem um casco bastante resistente, mas não podemos descartar os acidentes, porque não temos todo o conhecimento sobre o que está acontecendo no fundo”, disse o vice-almirante.

Segundo Costa Neto, hoje começaram a ser feitos os primeiros de uma série de mergulhos. “Usaremos também equipamentos robóticos para fazer a vistoria do casco como um todo. Faremos também a batimetria [técnica para determinar topografia e relevo] de toda região no entorno do casco, para saber como o navio está assentado. Mas sabemos que o risco imediato de o barco afundar não existe”, enfatizou.

Uma barreira de proteção com mais de mil metros já foi colocada ao redor do navio. “Hoje deveremos fazer o mergulho, por meio de uma empresa contratada, para identificar os problemas estruturais no casco, para podermos avançar nos planos de retirada do navio e do óleo, e para que nenhum tipo de incidente cause dano ambiental na região”, acrescentou.

Um inquérito administrativo foi aberto para apurar as causas do acidente. A expectativa é que a análise das informações demore cerca de 90 dias, podendo o prazo ser prorrogado por mais 90 dias.

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