Itália anuncia ajuda de € 3,6 bilhões para empresas afetadas pela epidemia de Covid-19

Italianos usam máscaras de proteção em um supermercado de Casalpusterlengo, na região da Lombardia.
Italianos usam máscaras de proteção em um supermercado de Casalpusterlengo, na região da Lombardia.
Italianos usam máscaras de proteção em um supermercado de Casalpusterlengo, na região da Lombardia.
Italianos usam máscaras de proteção em um supermercado de Casalpusterlengo, na região da Lombardia.

Itália anunciou neste domingo (01/03/2020) que vai implementar nos próximos dias medidas que totalizam € 3,6 bilhões de euros, ou seja 0,2% do produto interno bruto, para ajudar empresas a lidarem com as consequências da epidemia do Covid-19.

O ministro da Economia italiano, Roberto Gualtieri, explicou que o montante será adicionado a um auxílio de € 900 milhões já anunciado na sexta-feira (28/02/2020) para as áreas mais atingidas pela epidemia no país. A Itália já confirmou mais de mil contaminações e 29 mortes provocadas pelo vírus.

As novas medidas incluirão créditos tributários para companhias com queda de 25% em seus volumes de negócios, cortes de impostos e fundos adicionais para os serviços de saúde. Gualtieri acrescentou estar convencido de que a União Europeia aceitará esse aumento da meta de déficit italiano.

O instituto de pesquisa REF Ricerche estima que a atual crise de saúde poderia reduzir o PIB italiano de 1% a 3% no primeiro semestre de 2020.

A Itália continua a ser o país mais afetado pela epidemia na Europa, seguida pela Alemanha e a França, onde as autoridades anunciaram medidas restritivas, como a proibição de eventos com mais de 5 mil pessoas em locais fechados.

O balanço da doença na França chegou a 100 casos confirmados. Desses, 86 pessoas estão hospitalizadas, 12 estão curadas e duas morreram.

Propagação mundial

A epidemia continua se espalhando pelo mundo. O balanço total se aproxima de 3.000 mortos, dentre mais de 86.000 casos, em sessenta países.

O número de contaminações quase dobrou em 24 horas na Alemanha, passando de 66 para 117, anunciou neste domingo o Instituto Robert Koch de Controle de Doenças. O país anulou diversos eventos internacionais.

Os Estados Unidos anunciaram no sábado (29) a primeira morte em seu território. Neste domingo a Austrália também confirmou a morte de um ex-passageiro do navio de cruzeiro Diamond Princess, que permaneceu em quarentena no Japão.

Número de mortes diárias cai na China

O número de mortes diárias na China causadas pelo Covid-19 caiu levemente neste domingo para 35, contra 47 na véspera.

A comissão nacional de saúde chinesa informou, no entanto, que o número de novos infectados aumentou, com 573 casos registrados em todo o país, contra 427 anunciados na véspera. Com exceção de três casos, todos os demais foram registrados na província de Hubei, o epicentro da epidemia.

Fora de Hubei, a China já registra uma certa recuperação das atividades, em particular com o reaparecimento de engarrafamentos em Pequim na hora do rush. Mas a pneumonia viral que apareceu em dezembro continua circulando no país.

Embora o contágio tenha diminuído globalmente graças às medidas de quarentena que visam mais de 50 milhões de pessoas, outros países estão se tornando fontes de disseminação do Covid-19, principalmente Coréia do Sul e Irã.

A Coréia do Sul, o segundo país mais afetado depois da China, registrou neste domingo 586 casos adicionais, em um total de 3.736 contaminações, incluindo 18 fatais.

Irã é o segundo país com mais mortes

O Ministério da Saúde do Irã anunciou neste domingo a morte de 11 pessoas infectadas com o novo coronavírus, elevando o número de vítimas fatais no país para 54, o maior depois da China.

“Onze pessoas perderam a vida nas últimas 24 horas após serem infectadas com o novo coronavírus”, disse o porta-voz do ministério, Kianouche Jahanpour, acrescentando que 385 novos casos haviam sido relatados, elevando o número total de pessoas infectadas no Irã para 978.

As bolsas de valores dos países do Golfo, abertas de domingo a quinta-feira, caíram pela manhã, como outros mercados globais que sofreram na semana passada seu maior declínio desde a crise financeira de 2008.

No Kuwait, as transações foram suspensas depois de uma queda de quase 10% na manhã deste domingo, após o anúncio de um novo caso do Covid-19, elevando o número de infectados no país para 46, o mais alto do Golfo.

De olho nos Jogos Olímpicos de Tóquio

Neste domingo, a estrela do badminton da Índia, Salina Nehwal, pediu que o prazo para a qualificação das olimpíadas de 2020 seja adiado devido à epidemia de coronavírus. “O período de qualificação poderia ser prorrogado se os torneios forem cancelados devido à epidemia”, disse o ex-número 1 do mundo, pelo Twitter.

O calendário do badminton sofreu fortes alterações devido à epidemia. O Aberto da Alemanha, que aconteceria de 3 a 8 de março, foi cancelado e o Masters da China e o Aberto da Polônia foram cancelados, deixando de fazer parte do processo de qualificação para os Jogos Olímpicos do Japão.

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