Ex-ministro do Governo do Bolsonaro Gustavo Bebianno morre de infarto fulminante em Teresópolis

Ex-ministro Gustavo Bebianno morre aos 56 anos.

Ex-ministro Gustavo Bebianno morre aos 56 anos.

Ex-secretário geral da Presidência do Governo Bolsonaro Gustavo Bebianno morreu na manhã deste sábado (14/03/2020), em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada jornal O Globo. Ele tinha 56 anos de idade e sofreu um infarto fulminante.

Ascensão política

Advogado de formação, Gustavo Bebianno Rocha nasceu no Rio de Janeiro em 18 de janeiro de 1964. Em 2017, ele foi apresentado ao então deputado federal Jair Bolsonaro, oferecendo-se para defendê-lo gratuitamente em diversas causas. Em pouco tempo, os dois estabeleceram uma relação de confiança.

Bebianno se filiou ao PSL —partido de Bolsonaro entre janeiro de 2018 e novembro de 2019— em março de 2018, mas deixou a sigla poucos meses depois, em outubro, após o segundo turno da eleição presidencial. Neste período, chegou a presidir o partido.

Ruptura com clã Bolsonaro

Com a eleição de Bolsonaro, Bebianno se tornou o secretário-geral da Presidência da República. No entanto, apesar de ter assumido a função em 1º de janeiro de 2019, deixou o cargo pouco depois, em 18 de fevereiro, em meio a um racha no PSL em decorrência das denúncias de candidaturas laranjas da sigla.

Fora da função, Bebianno disse, em entrevista à rádio Jovem Pan, que foi “demitido pelo Carlos Bolsonaro” em referência às discordâncias com o filho do presidente, vereador no Rio de Janeiro. Ele afirmava ter informado Jair Bolsonaro sobre os casos, tornando-se protagonista da primeira crise do governo Bolsonaro. A família do presidente negava a existência das conversas, mas áudios confirmaram a versão do advogado.

Em dezembro, Bebianno se filiou ao PSDB a convite de João Doria, governador de São Paulo. No começo de março, os dois anunciaram a pré-candidatura do ex-PSL à Prefeitura do Rio de Janeiro.

Ainda no começo de março, entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura, fez mais críticas a Bolsonaro e admitiu preocupação com o governo federal. “Não tenho bola de cristal, não sei o que vai acontecer. Mas temo por uma ruptura institucional”, declarou na ocasião. “Ele praticamente não trabalha pelo Brasil. O risco é esse, a começar pelos filhos. AI- 5 para cá e para lá, críticas infundadas a outros poderes”, completou.

*Com informações do UOL.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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