Boicote ao Jornal Folha de S.Paulo, vassalagem ao presidente dos EUA e negação de pedidos marcam entro entre os extremistas de direita Jair Bolsonaro e Donald Trump

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Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump participam de encontro nos Estados Unidos.
Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump participam de encontro nos Estados Unidos.~Reunião é marcada por vassalagem e subserviência.
Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump participam de encontro nos Estados Unidos.
Presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump participam de encontro nos Estados Unidos.~Reunião é marcada por vassalagem e subserviência.

O presidente Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na noite de sábado (07/03/2020) e jantou com Donald Trump no Mar-a-Lago, resort do presidente estadunidense na Flórida.

Pouco antes do jantar ambos apareceram e falaram brevemente com a imprensa. Neste momento, ambos rasgaram elogios e Trump disse que os Estados Unidos “sempre vão ajudar o Brasil”. Apesar das bajulações e da promessa do presidente estadunidense, não houve nenhuma sinalização de algum acordo concreto ou vantagens dos EUA ao Brasil. Pelo contrário.

Quando afirmou que a relação entre Brasil e EUA “está mais forte do que nunca”, Trump foi questionado por um repórter se isso significaria que seu pais não voltaria a sobretaxar os produtos do Brasil, ao que o mandatário respondeu: “Não faço nenhuma promessa”. Neste momento, Bolsonaro, aos sorrisos, não estava acompanhado de tradutor – o presidente brasileiro não fala inglês.

No jantar, além de Bolsonaro e Trump, estiveram presentes o deputado federal Eduardo Bolsonaro e os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno. Do lado de Trump, participaram o diretor para Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Mauricio Claver-Carone, a assessora especial e filha do presidente, Ivanka Trump, o genro e assessor sênior, Jared Kushner, o conselheiro Nacional de Segurança, Robin O’Brien, e o presidente da Corporação Internacional para o Desenvolvimento das Finanças dos EUA, Adam Boehler.

Planalto excluiu Folha da cobertura do jantar

Principal alvo dos ataques que o presidente Jair Bolsonaro costuma a fazer contra a imprensa, o jornal Folha de S. Paulo foi excluído da lista de veículos autorizados a cobrirem o jantar.

Apesar de ter solicitado participação na cobertura, a Folha ficou de fora da lista formada por veículos como a TV Globo, Record, Band, EBC e SBT, Bloomberg, Reuter, AFP, rádio Jovem Pan, BBC Brasil, Metrópoles, O Globo e O Estado de S. Paulo.

O Planalto justificou a ausência da Folha na lista com o argumento de que o critério para integrá-la seria uma cobertura diária da presidência em Brasília, sendo que o jornal possui repórteres fixos para fazer tal cobertura.

Em nota, o jornal classificou a atitude como “perseguição”. “A Presidência mais uma vez discrimina a Folha, o que já se tornou um método de perseguição. O jornal continuará cobrindo esta administração de acordo com os padrões do jornalismo crítico e apartidário que o caracteriza e que praticou em relação a todos os governos.” , diz o veículo.

Brasil assina com EUA acordo militar que dá acesso a fundo de US$ 100 bilhões

O governo brasileiro assinou neste domingo (08/03/2020) um acordo de desenvolvimento de projetos com os Estados Unidos que pode dar acesso ao Brasil a um fundo de desenvolvimento de tecnologia para defesa que chega 100 bilhões de dólares.

O acordo pode ainda ajudar o Brasil a capacitar sua indústria e abrir o mercado norte-americano para a indústria nacional da área militar.

O pacto RDT&E (sigla em inglês para pesquisa, desenvolvimento, testes e avaliação) prevê a possibilidade de parceria em projetos para tecnologias de defesa, que podem levar a produtos com patentes a serem divididas entre os dois países e exploradas pelas empresas desenvolvedoras.

O financiamento será público, e terá que ser dividido entre os dois países, mas o desenvolvimento das pesquisas será feito por empresas privadas.

Empresas brasileiras e americanas poderão se associar para desenvolver tecnologias e se candidatar ao financiamento pelo fundo.

O acordo não prevê um valor obrigatório de financiamento e os custos serão divididos entre os dois países, em que pese a diferença nos tamanhos das economias e dos orçamentos das duas nações.

No entanto, na questão tecnológica, o aporte de tecnologia inicial não precisará ser equitativo, o que, segundo o governo brasileiro poderá trazer mais capacitação para a indústria nacional de defesa, que tem hoje 220 empresas, entre elas Embraer, Taurus e Companhia Brasileira de Cartuchos, mas são em sua maioria de médio ou pequeno porte.

O Brasil exporta produtos de defesa hoje para 85 países, com vendas de 1,23 bilhão de dólares em 2019.

A meta do governo, no entanto, é abrir mais mercados, especialmente o americano, maior do mundo, e o dos 28 países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) —do qual o Brasil se tornou aliado extra-bloco no ano passado por incentivo dos americanos.

*Com informações do Brasil de Fato e de Lisandra Paraguassu, da Agência Reuters.

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