A falta de cultura do brasileiro | Por Alberto Peixoto

Vista aérea do Congresso Nacional do Brasil. Governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro faz nação regredir em padrões civilizatórios.Vista aérea do Congresso Nacional do Brasil. Governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro faz nação regredir em padrões civilizatórios.
Vista aérea do Congresso Nacional do Brasil. Governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro faz nação regredir em padrões civilizatórios.

Vista aérea do Congresso Nacional do Brasil. Governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro faz nação regredir em padrões civilizatórios.

Um fato curioso está acontecendo com o povo brasileiro. É notório que o atual governo está usurpando dos trabalhadores seus direitos “garantidos” na Constituição Federal. Os pobres cada vez mais pobres, o índice de desemprego aumentando de forma alarmante e, estes que estão tendo seus direitos aviltados, não reagem, não se manifestam e não tem uma atitude para frear esta situação escabrosa.

Por que esta falta de atitude do povo brasileiro, principalmente do trabalhador que está sendo criminosamente escravizado?

A população brasileira, segundo o IBOPE, 29% são considerados analfabetos funcionais e 8% analfabetos absolutos – são os que não conseguem ler e nem escrever uma frase ou uma palavra – cenário propício para os políticos de qualidades ínfimas terem sucesso absoluto.

Junta-se a estes dados, o percentual “alarmante de analfabetos políticos no Brasil”. Lamentavelmente este inconveniente está presente nos três Poderes da República, Ministério Público, na esfera acadêmica, imprensa, no mundo religioso e em toda sociedade brasileira. Pode-se dizer que 99% do brasileiro é analfabeto político, inclusive os políticos.

A falta de capacitação leva o brasileiro a não ter um poder de decisão mais apurado. Não possui uma visão política aguçada o que lhe transforma em massa de manobra; um “Maria vai com as outras”, com cultura de botequim. Não é capacitado o suficiente para emitir um parecer; não conhece os seus direitos, muito menos ter discernimento suficiente para lutar por eles.

Infelizmente neste país, o que leva às ruas um número às vezes superior a casa dos dois milhões de pessoas são as passeatas gays, caminhadas evangélicas em busca de Jesus, marchas em prol da liberação da maconha e movimento em protesto porque o time de futebol do coração foi rebaixado.

A situação é vexatória, mas os verdadeiros culpados são todos aqueles que, direta ou indiretamente prejudicados, os que tem o mínimo de intelectualidade, mas cruzam os braços e ficam a ver “a banda passar”. Como já diz o próprio hino Nacional: “Deitado eternamente em berço esplêndido”

*Alberto Peixoto, escritor ([email protected]).

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About the Author

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.