A Bahia homenageia o Maranhão | Por Luiz Holanda

Desembargador Cleones Cunha, presidente do TRE do Maranhão e presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (COPTREL).Desembargador Cleones Cunha, presidente do TRE do Maranhão e presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (COPTREL).
Desembargador Cleones Cunha, presidente do TRE do Maranhão e presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (COPTREL).

Desembargador Cleones Cunha, presidente do TRE do Maranhão e presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (COPTREL).

O Maranhão é um dos estados brasileiros que mais cultuam as entidades sobrenaturais. Lá, quando os tambores tocam, os “encantados” passam para os corpos dos pais de santos, principalmente na cidade de Codó, onde os maiores terreiros se encontram.

Entre suas magias e encantos sobressai um dos maiores patrimônios culturais do nosso país, fazendo-nos mergulhar numa viagem através do tempo. Seu povo, gentil e hospitaleiro, é conhecido por se expressar numa linguagem de origem africana, indígena e europeia. Tradicionalmente, é quem melhor fala a nossa língua.

Sua capital São Luís, fundada em 1612 pelos franceses, é considerada a mais lusitana de nossas cidades, abrigando o significativo acervo arquitetônico da América Latina. Suas ruas possuem vários codinomes carinhosos, como Ilha do amor, do Sol e outros. Uma delas homenageia a Bahia, com o nome de Irmã Dulce, a Santa Dulce dos Pobres, É onde mora o desembargador Cleones Carvalho Cunha, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel).

Criado em 16 de setembro de 1995, em Florianópolis, o Coptrel é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de âmbito nacional, integrada pelos desembargadores que estiverem na presidência dos TREs. O Colégio tem como Presidente de Honra o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, atualmente a ministra Rosa Weber.

Nas reuniões do Coptrel, os presidentes dos Tribunais Regionais têm a oportunidade de se reunirem, discutindo questões que afetam a todos. O objetivo é aperfeiçoar a prestação do serviço e desenvolver ferramentas que auxiliem no processo eleitoral. Ao final, são divulgadas a ata do encontro e uma carta na qual são elaboradas proposições para incrementar a atuação dos tribunais.

Cleones faz parte dos maranhenses que orgulham os seus ancestrais artistas e eruditos. Nascido na cidade de Tuntum, famosa pela festa do seu Padroeiro São Raimundo Nonato, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 1981. Bacharel em Teologia pelo Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA) – Faculdade Católica do Maranhão e mestre em Direito Canônico pelo IPDC-RJ/Universidade Gregoriana, foi promotor na Comarca Pindaré-Mirim entre os anos de 1983 e 1984.

Juiz de Direito nas Comarcas de Vitorino Freire, São Bento, Coroatá e São Luís, foi Corregedor-Regional Eleitoral no período de 16/02/1993 a 12/02/1997. Em 1998, assumiu as funções de Juiz Corregedor da Corregedoria Geral da Justiça e, em seguida, foi nomeado Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas, da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (Cadeira Nº 25) e da Academia Ludovicense de Letras, exerceu a função de supervisor-geral dos Juizados Especiais. Em fevereiro de 2005, assumiu a direção da Escola Superior da Magistratura do Maranhão.

Foi também Corregedor-Geral da Justiça no biênio 2012/2013 e presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão no biênio 2016/2017. Durante o encerramento da Biometria na Bahia, recbeu as homenagens dos magistrados baianos através do presidente do TRE/BA, desembargador Jatahy Junior.

Jatahy o considerou um dos nossos, no que foi apoiado por todos os presentes. À parte a gentileza, Cleones, além de baiano, é um maranhense que honra os versos de Maria Inês Silva Queiroz, que diz que ser maranhense é admirar o francês, falar bem o português, empregar o “TU” naturalmente com flexão verbal fluente e vagar no “Reviver”. É também orgulhar-se da sua história e trazer na memória a sua glória. E isso o desembargador Cleones o faz com amor no coração, com erudição e simpatia. A homenagem que lhe foi prestada pela Bahia foi mais do que merecida, pois não só reconheceu suas grandezas humanas como fez o Maranhão reviver entre nós.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.

Confira vídeo

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Luiz Holanda
Luiz Holanda é advogado e professor universitário, possui especialização em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP); Comércio Exterior pela Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo; Direito Comercial pela Universidade Católica de São Paulo; Comunicações Verbais pelo Instituto Melantonio de São Paulo; é professor de Direito Constitucional, Ciências Políticas, Direitos Humanos e Ética na Faculdade de Direito da UCSAL na Bahia; e é Conselheiro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/BA. Atuou como advogado dos Banco Safra E Econômico, presidiu a Transur, foi diretor comercial da Limpurb, superintendente da LBA na Bahia, superintendente parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia, e diretor administrativo da Sudic Bahia. E-mail para contato: [email protected]