Vale tem prejuízo de US$ 1,56 bilhões no 4º trimestre de 2019 com baixas contábeis e Brumadinho

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Vista aérea de dano ambiental causado pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais.
Vista aérea de dano ambiental causado pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais.

A mineradora Vale registrou prejuízo líquido de 1,56 bilhão de dólares no quarto trimestre de 2019, ante lucro líquido de 3,79 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior, principalmente devido a baixas contábeis e provisões relacionadas ao rompimento de barragem em janeiro de 2019.

Em seu relatório de desempenho financeiro publicado nesta quinta-feira (21/02/2020), a companhia reportou baixas contábeis de 4,2 bilhões de dólares entre outubro e dezembro em ativos da Vale Nova Caledônia e da mina de carvão de Moçambique.

Segundo a empresa, a operação da Nova Caledônia enfrentou problemas desafiadores ao longo de 2019, principalmente nas atividades de produção e processamento.

“Dessa forma, a Vale revisou seu plano de negócios, reduzindo os níveis de produção esperados para a vida útil restante da operação”, disse a companhia.

No segmento de carvão, houve uma reavaliação das expectativas relacionadas ao yield de carvão metalúrgico e térmico nas operações em Moçambique, a revisão do plano de lavra, que levou a uma redução nas reservas provadas e prováveis, e a redução da premissa de preços no longo prazo.

No quarto trimestre, a empresa também considerou uma provisão de 671 milhões de dólares relacionada ao plano de descaracterização de barragens, colocado em prática após o colapso de barragem em Brumadinho (MG), há cerca de um ano. Uma provisão de 227 milhões de dólares também foi considerada no resultado trimestral da companhia por acordos firmados.

Uma das maiores produtoras globais de minério de ferro, a empresa teve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 3,5 bilhões de dólares nos últimos três meses de 2019, queda de 20,8% ante o mesmo período de 2018.

O Ebitda ajustado do segmento de minerais ferrosos foi de 4,538 bilhões de dólares no quarto trimestre, em linha com o trimestre anterior, apesar de menores preços de venda, o que foi parcialmente compensado por maiores volumes de venda, menores custos e maiores dividendos recebidos.

No quarto trimestre, o preço de finos de minério de ferro (CFR/FOB) realizado da Vale totalizou 83,5 dólares/tonelada, versus 89,2 dólares no terceiro trimestre e 68,4 dólares no mesmo período do ano anterior.

Apesar da queda de 13% do preço de referência 62% CFR China na comparação com o terceiro trimestre, o preço realizado da Vale reduziu-se apenas cerca de 6%, devido ao efeito positivo dos mecanismos de precificação, impactado pela forte volatilidade de preços durante o trimestre e por uma maior curva de preços futura, disse a companhia.

*Com informações de Marta Nogueira e Roberto Samora, da Agência Reuters.

Vista aérea de dano ambiental causado pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais.
Vista aérea de dano ambiental causado pelo rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, de propriedade da empresa Vale, situada em Brumadinho, Minas Gerais.
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