Tendência de real mais fraco não acabou, diz Citibank

O Citibank é a divisão de consumo da multinacional de serviços financeiros Citigroup. Foi fundado em 1812 como o 'Banco da Cidade de Nova York', mais tarde 'First National City Bank of New York.
O Citibank é a divisão de consumo da multinacional de serviços financeiros Citigroup. Foi fundado em 1812 como o 'Banco da Cidade de Nova York', mais tarde 'First National City Bank of New York.
O Citibank é a divisão de consumo da multinacional de serviços financeiros Citigroup. Foi fundado em 1812 como o 'Banco da Cidade de Nova York', mais tarde 'First National City Bank of New York.
O Citibank é a divisão de consumo da multinacional de serviços financeiros Citigroup. Foi fundado em 1812 como o ‘Banco da Cidade de Nova York’, mais tarde ‘First National City Bank of New York.

A tendência de um real mais fraco provavelmente ainda não acabou, em razão da rápida deterioração da conta corrente brasileira, que tende a continuar, e da expectativa de persistência nas saídas de recursos dos mercados de ações e dívida, entre outros fatores, disseram estrategistas do Citibank em relatório nesta sexta-feira (14/02/2020).

O real apreciou 1,1% nos últimos dois pregões, depois de bater sucessivas mínimas históricas ante o dólar. Ainda assim, a moeda brasileira recua 6,7% em 2020, pior desempenho global.

De acordo com o documento, assinado por Kenneth Lam, Andrea Kigel e Dirk Willer, há dúvidas quanto à recuperação econômica da Argentina, quarto principal parceiro comercial do Brasil, o que pode prejudicar os números de transações correntes.

O Citi também considera que o Brasil deve sofrer, no curto prazo, impactos adversos de fraqueza na China, que lida com o surto do coronavírus, particularmente em relação às exportações de minério de ferro. Além disso, as contas externas poderão ser afetadas por uma elevação nas importações à medida que o crescimento econômico caminha para uma aceleração em 2020.

O Citi projeta que o déficit em transações correntes aumente em 2020 para 3,2% do PIB, ante 2,7% em 2019. A instituição também vê continuidade do fluxo negativo para ações e renda fixa.

O banco considera que o real, apesar da desvalorização em 2020, não está extremamente barato —ou seja, do lado do “valuation”, não haveria grande potencial de apreciação para a taxa de câmbio. Tal espaço para valorização do real pelo critério de preço ocorreria “talvez” com a cotação em 5 por dólar —o equivalente a uma desvalorização nominal adicional de 14%.

Porém, no curto prazo, os estrategistas entendem que as intervenções do Banco Central —que retomou nesta semana vendas de contratos de swap cambial— devem ser bem-sucedidas, uma vez que as atuações anunciadas em agosto e novembro de 2019 tiveram êxito.

“Em resumo, é improvável que a tendência para o real mais fraco termine, dados os vários fatores negativos listados acima. Dito isto, no horizonte de um mês, acreditamos que a intervenção (do BC) deve funcionar. Portanto, estamos inclinados a uma posição tática comprada em real”, resumem os analistas.

*Com informações de Gabriel Ponte, da Agência Reuters.

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