Piora da praga de gafanhotos leva ONU a pedir mais fundos para apoiar milhões de afetados na África

Estima-se que os cerca de 200 bilhões de gafanhotos observados possam comer o suficiente para alimentar 84 milhões de pessoas em um dia.
Estima-se que os cerca de 200 bilhões de gafanhotos observados possam comer o suficiente para alimentar 84 milhões de pessoas em um dia.
Estima-se que os cerca de 200 bilhões de gafanhotos observados possam comer o suficiente para alimentar 84 milhões de pessoas em um dia.
Estima-se que os cerca de 200 bilhões de gafanhotos observados possam comer o suficiente para alimentar 84 milhões de pessoas em um dia.

As Nações Unidas informaram esta segunda-feira (11/02/2020) que devem precisar fazer um apelo por mais fundos para oferecer apoio imediato aos países afetados pela pior praga de gafanhotos em mais de 25 anos na África.

Em 30 de janeiro, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, pediu US$ 70 milhões para mobilizar ajuda urgente. Esse valor foi atualizado para US$ 76 milhões para cobrir as necessidades crescentes no Djibuti e na Eritreia.

Nuvem

Falando em Nova Iorque, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock, anunciou que uma nuvem de até 2,4 mil km2 foi observada no nordeste do Quênia. Estima-se que os cerca de 200 bilhões de insetos observados possam comer o suficiente para alimentar 84 milhões de pessoas em um dia.

Uma nuvem de gafanhotos do deserto de 1 km2 pode se movimentar por até 150 km e consumir a mesma quantidade de alimentos que cerca de 35 mil pessoas diariamente.

Com o apelo da FAO, a meta é apoiar 13 milhões de beneficiários na Etiópia, na Somália, no Quênia, em Djibuti e na Eritreia. Mas o avanço da praga coloca outras cerca de 6 milhões de vítimas em grande risco de passar fome no Sudão do Sul e no Uganda.

Mark Lowcock disse que os países afetados com a situação já estão sobrecarregados, apesar de fazerem o que podem para o fim desta praga.

Grande Surto

O também coordenador para os Assuntos de Emergência destacou que a atual praga de gafanhotos afeta um terço dos 30 milhões de pessoas que neste momento enfrentam insegurança alimentar na Etiópia, no Quênia e na Somália.

De acordo com a organização, o último grande surto de gafanhotos do deserto na África Ocidental ocorreu entre 2003 e 2005. Nesse período, várias famílias afetadas perderam entre 80 a 100% das colheitas de cereais. Os insetos devoraram até 90% de leguminosas e entre um terço e 85% das pastagens.

Ciclones

Um dos fatores que facilitam a praga de gafanhotos é a chuva que impulsiona a reprodução dos insetos. O aumento na frequência de ciclones nos últimos três anos também favorece a multiplicação devido à queda de fortes chuvas no Oceano Índico.

A ONU alerta que a multiplicação de pragas será um dos impactos menos visíveis da mudança climática. Se essa tendência continuar prevê-se que a região do extremo leste da África enfrente mais pragas de gafanhotos no futuro.

*Com informações da ONU News.

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 120613 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: editor@jornalgrandebahia.com.br.