MDB, PCdoB e PTB deram 100% dos votos para ‘salvar’ deputado acusado de corrupção

José Wilson Santiago (PTB-PB), deputado federal.
José Wilson Santiago (PTB-PB), deputado federal
José Wilson Santiago (PTB-PB), deputado federal.
José Wilson Santiago (PTB-PB), deputado federal

Três partidos votaram na noite desta quarta-feira (05/02/2020) de forma unânime para derrubar o afastamento do deputado Wilson Santiago (PTB-PB), determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim do ano passado. Todos os integrantes do MDB, PCdoB e PTB que participaram da sessão na Câmara foram favoráveis em manter o colega no mandato.

Na outra ponta, Novo, Cidadania e PSOL deram 100% dos votos pelo afastamento. Ao todo, foram 233 a favor de Santiago e 170 contra, além de 7 abstenções – que, na prática, favoreceram o parlamentar.

Denunciado por corrupção pela Procuradoria-Geral da República, Santiago é investigado na Operação Pés de Barro, acusado de distribuir R$ 1,2 milhão em propinas em obras na Paraíba. O deputado foi afastado em dezembro do ano passado por uma liminar do ministro Celso de Mello, decano do STF.

O entendimento da Corte, porém, é de que o afastamento de um deputado no exercício do mandato só pode ocorrer após aval da Câmara. Para isso, seriam necessários 257 votos – 87 a mais do que os 170 registrados ontem.

O argumento dos parlamentares para manter o mandato de Santiago foi o de que Celso de Mello não deu a ele o direito à ampla defesa. Na prática, porém, o que mais pesou foi o corporativismo, apesar da renovação do Congresso, ocorrida nas eleições de 2018.

No PSL, partido que elegeu 54 deputados no ano passado na onda do “bolsonarismo”, dois dos 47 integrantes presentes na votação de ontem foram a favor do deputado acusado de corrupção – Nereu Crispim (PSL-RS) e Professor Joziel (PSL-RJ) – e um se absteve – Márcio Labre (PSL-RJ).

Maior partido de oposição, o PT deu 88% dos votos para “salvar” Santiago do afastamento. Ao todos, 38 deputados do partido votaram “sim” (por mantê-lo no mandato), três pelo afastamento — Helder Salomão (PT-ES), Waldenor Pereira (PT-BA) e José Ricardo (PT-AM) — e uma abstenção — Luizianne Lins (PT-CE).

Considerados integrantes da “nova política”, os deputados Felipe Rigoni (PSB-ES) e Tábata Amaral (PDT-SP) votaram pela manutenção do afastamento, assim como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. Já o também novato João Campos (PSB-PE) acompanhou o relator e votou a favor de Santiago.

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