Gestão participativa e sentimento de dono | Por Janguiê Diniz

Janguiê Diniz, presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional.Janguiê Diniz, presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional.
Janguiê Diniz, presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional.

Janguiê Diniz, presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional.

Vida de empreendedor – e de gestor de empresa ou de equipe em geral – não é fácil. É correria, estresse, muita coisa para fazer ao mesmo tempo. E só temos 24 horas em um dia. Como resolver uma equação que por vezes parece não fechar em um resultado factível, sem ter que desejar que o dia seja estendido em algumas horas? Promover a gestão participativa é uma forma de aliviar a carga sobre os ombros das lideranças e promover nos colaboradores o sentimento de pertença. Essa prática traz inúmeros benefícios para o empreendimento e para os atores envolvidos.

Um gestor não deve ser uma figura centralizadora, autoritária e que acumula funções e responsabilidades apenas para si. Pelo contrário, é preciso saber delegar atividades, repassar atribuições e incluir seus comandados em todo o processo decisório e organizacional. Ouvir sempre ajuda a fazer melhores escolhas, uma vez que considerar novos pontos de vista pode expandir o leque de opções e trazer alternativas que melhor se ajustam a um eventual problema.

Incutir nos colaboradores o sentimento de dono, de que todos precisam trabalhar com empenho e dedicação para a prosperidade do negócio, também ajuda até a criar um ambiente mais propício à inovação, tão necessária no mundo atual. A cultura de dono também ajuda a descentralizar as decisões, o que deixa os gestores mais livres para atuarem em níveis mais estratégicos, em vez de operacionais. Para que tudo isso ocorra, no entanto, é necessário também que se tenha um bom time, comprometido e capacitado, em linha com a missão, a visão e os valores da empresa. Disseminar esses três pontos e fazer com que os funcionários conheçam e de fato vivam o ethos da companhia faz com que eles se sintam parte integrante e importante daquele todo e, assim, se apropriem das responsabilidades cabíveis.

Criar esse sentimento de pertença também é importante para redes, sejam unidades próprias ou franqueadas. Todos os pontos de atendimento ao cliente – lojas, escritórios, etc – devem recebê-lo da mesma maneira, seguindo um padrão que crie uma unidade e dê uma “cara” à marca. Essa uniformidade de operação também permite que a descentralização das decisões ocorra de forma mais tranquila, uma vez que todas as unidades estarão atuando de forma uniforme.

A gestão participativa é uma construção a várias mãos, resultado de várias cabeças com pensamentos alinhados. Ela traz vantagens para os colaboradores, que se sentem mais valorizados e podem participar dos processos decisórios em variados graus; para os gestores, que podem descentralizar e delegar atividades e focar mais em pontos estratégicos; e para as empresas como um todo, pois pode reforçar o propósito e os valores da companhia, disseminando uma cultura organizacional. Implementar essa prática é essencial para qualquer companhia que queira sobreviver com longevidade e sustentabilidade.

*Janguiê Diniz – Presidente do Conselho de Administração do grupo Ser Educacional.

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