Feira de Santana em história: Efemérides de fevereiro de 1993 | Por Adilson Simas

João Durval Carneiro e Oyama Figueiredo, membros da política de Feira de Santana.João Durval Carneiro e Oyama Figueiredo, membros da política de Feira de Santana.


Decorridos 27 anos vamos voltar ao tempo e lembrar o que estava acontecendo nas terras do santo Padre Ovídio de São Boaventura no início da segunda quinzena de fevereiro de 1993.

Feira de Santana tinha como prefeito o ex-governador João Durval Carneiro, empossado no primeiro dia do ano. Vale frisar que JD já havia exercido o mesmo cargo nos anos sessenta ao ser eleito no pleito de 1966.

O poder legislativo, por sua vez, era composto de 21 membros e tinha na presidência Oyama Figueiredo. PMDB, PSDB, PFL, PDS, PL, PDC, PST, PTB, PSB e PCdoB eram os partidos que tinham assento na câmara.

A seca castigava o município. Na zona rural já faltava água para beber e em Jaguara animais estavam morrendo. O governo federal descartou a instalação de frentes de trabalho motivando protestos comandados por Lourenço Cundes, que presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

“Novo Testamento Brasil – 2000”, projeto visando popularizar a Bíblia através do livro “Boa Semente”, foi anunciado para ser lançado nesta cidade no Colégio Padre Ovídio. O anunciou foi feito por Julieta Furtuoso de Araújo Filha, coordenadora diocesana.

Tiitular da Secretaria de Obras, o ex-vereador Antônio Carlos Pinto de Almeida anunciou multa pesada para quem canalizasse águas servidas para a rua. Disse, porém que a Prefeitura pretende ajudar os moradores sem recursos, construindo fossas comunitárias.

Mesmo sem Carnaval na cidade, o prefeito João Durval seguindo uma antiga tradição, decretou ponto facultativo na segunda-feira, 22, deixando de fora apenas as repartições sujeitas ao regime de plantão. Assim sendo, a Prefeitura só voltou a funcionar a partir do meio dia de quarta-feira, 24.

Projeto do vereador João Batista Cerqueira modificando a composição do Conselho Municipal de Transporte causou reboliço na câmara. Principalmente a proposta de reduzir de cinco para um o número de representantes do legislativo no aludido conselho.

Quem também fez indicação foi o vereador José Nery. Este, pedindo ao governo do Estado a implantação do 2º grau no distrito de Humildes. Na justificativa, lembrou o comercio em expansão, o grande número de indústrias e mais uma população de cerca de 10 mil habitantes.

Mesmo já constando na Lei Orgânica, a idéia de um novo distrito com parte do território de Maria Quitéria, englobando as áreas de Olhos D’Água das Moças, Matinha, Jacu, Candeia Grossa e Alecrim Miúdo, passou a contar com adversários na câmara.

O vereador Antônio Carlos Machado anunciou uma emenda à Lei Orgânica e a imprensa noticiou que a iniciativa já contava com a adesão do seus colegas Nantes Belas Vieira, Genésio Serafim, Osmário Pena, Ribeiro, José Marcone e José Flantildes.

Ainda sobre a câmara, estava tramitando o projeto de Reforma Administrativa enviado pelo prefeito João Durval durante o recesso, fato que motivou a realização de sessões extraordinárias. A divisão da cidade em regiões administrativas foi uma das novidades do projeto.

Messias Gonzaga, vereador comunista, reuniu a imprensa e criticou a criação da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Município, incluída no projeto de Reforma Administrativa do prefeito João Durval. Argumentou o vereador que a Lei Orgânica prever a criação de uma Procuradoria Jurídica.

Decreto assinado pelo prefeito com seu secretário de Serviços Públicos, Mauricio Carvalho, extinguiu a Zona Azul de Feira, criado também por decreto pelo então prefeito José Falcão, quando da sua segundo passagem pelo comando do executivo.

O ato do prefeito dividiu a cidade. Contra a decisão se manifestou a Associação Comercial, através do seu presidente Clovis Cedraz. Por outro lado o Sindicato do Comercio Varejista e Atacadista, pelo presidente José Carlos Morais Lima ficou do lado do alcaide.

A primeira-dama Ieda Barradas Carneiro, presidente das Fiandeiras Sociais, inaugurou a sede da entidade em imóvel localizado na Estação Nova, mais precisamente na Rua Edelvira Oliveira. O Ato foi prestigiado pelo prefeito e todo secretariado.

No discurso inaugurando a sede, a primeira-dama disse aos presentes que o atendimento à gestante, o aleitamento materno, o planejamento familiar e o incentivo à alimentação natural alternativa, são alguns dos programas que serão colocados em prática pelas Fiandeiras Sociais.

Antes do coletivo para o amistoso em Várzea Nova os jogadores do Fluminense fizeram um bingo em favor do jogador Zelito, roubado em três milhões de cruzeiros no vestiário do Jóia quando realizava treinos de rotina. A grana era parte da “luva” recebida pelo atleta.

*Adilson Simas, jornalista, atua em Feira de Santana.

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