Adesão de trabalhadores da área operacional da Petrobras supera 60%; Em defesa da empresa; petroleiros promovem marcha no Rio de Janeiro

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Em greve desde 1º de fevereiro, os petroleiros intensificam a pressão para que a direção da Petrobras.
Em greve desde 1º de fevereiro, os petroleiros intensificam a pressão para que a direção da Petrobras. Greve contabiliza a adesão de 21 mil trabalhadores de 121 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados. Petroleiros promovem marcha em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil, a partir das 16 horas, do Edise até os Arcos da Lapa.
Em greve desde 1º de fevereiro, os petroleiros intensificam a pressão para que a direção da Petrobras.
Em greve desde 1º de fevereiro, os petroleiros intensificam a pressão para que a direção da Petrobras. Greve contabiliza a adesão de 21 mil trabalhadores de 121 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados. Petroleiros promovem marcha em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil, a partir das 16 horas, do Edise até os Arcos da Lapa.

Com a adesão dos petroleiros dos campos terrestres de Urucu, no Amazonas, da Termelétrica Nova Piratininga, em São Paulo, e de mais uma plataforma da Bacia de Campos – a P-08 –, a greve nacional dos petroleiros somou 121 unidades nesta segunda-feira (17/02/2020), em 13 estados, com 21 mil trabalhadores mobilizados. Considerando apenas a área operacional, os petroleiros envolvidos no movimento representam 64% do total de trabalhadores desse segmento.

Marcha no centro do Rio de Janeiro

Nesta terça-feira (18/2), a partir das 16h, petroleiros, trabalhadores de outras categorias profissionais, representantes de movimentos sociais e de partidos políticos vão promover em frente ao edifício-sede (Edise) da Petrobrás, no Centro do Rio de Janeiro, a Grande Marcha Nacional em Defesa do Emprego, da Petrobrás e do Brasil. A marcha vai sair do Edise em direção aos Arcos da Lapa.

O ato vai contar com centenas de trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) do Paraná, unidade que está sendo fechada pela Petrobrás, ameaçando os empregos de 1.000 trabalhadores. Além deles, vão participar da marcha petroleiros de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo, além do Rio de Janeiro. (ver serviço no fim do texto).

Vigília resistência petroleira promove aulas públicas

A vigília Resistência Petroleira, que desde 3 de fevereiro foi montada na frente do Edise e permanece no local 24 horas por dia, vem recebendo petroleiros de outros estados do país. Nesta segunda (17/2), chegaram caravanas de trabalhadores da Fafen-PR, com cerca de 200 pessoas (fotos abaixo).

Durante toda a semana, às 10h, a vigília vem promovendo aulas públicas com especialistas em variados temas, como democracia, energia, saúde e políticas públicas. Na manhã de hoje, a aula teve como tema “Os impasses da democracia no Brasil”, ministrada pela professora Dulce Pandolfi, da Universidade da Cidadania, espaço de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ato em Vitória (ES) e mobilização em Araucária (PR)

Nesta segunda (17/2), os petroleiros promoveram atos em outras cidades do país. Uma das manifestações ocorreu em Vitória, no Espírito Santo, em frente ao edifício da Petrobrás na cidade (EDIVIT). Cerca de 100 pessoas participaram do ato (fotos abaixo).

Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados há 28 dias em frente à fábrica.

Comissão permanece à espera de negociação

Já a Comissão Permanente de Negociação, formada por Deyvid Bacelar, Cibele Vieira e Tadeu Porto, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), e Ademir Jacinto, do Sindiquímica-PR, permanece há 18 dias ocupando pacificamente uma sala do 4º andar do Edise, aguardando que a Petrobrás abra um canal efetivo de negociações. A comissão reivindica a suspensão do fechamento da Fafen-PR e as consequentes demissões de trabalhadores da fábrica, que a Petrobrás iniciou na última sexta-feira (14/2), e o cumprimento das negociações relativas ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), fechando em novembro de 2019 sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Quadro nacional da greve , em 17 de fevereiro

58 plataformas

11 refinarias

24 terminais

8 campos terrestres

8 termelétricas

3 UTGs

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

Quadro da greve no Estado da Bahia

Terminal de Camaçari

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 7 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

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