Salvador recebe espetáculo ‘A Vingança do Padre’; comédia, em cinco atos, que narra as peripécias do padre Salomão, que grava e publica as confissões dos fieis no YouTube

Cena do espetáculo ‘A Vingança do Padre'.
Cena do espetáculo ‘A Vingança do Padre'.
Cena do espetáculo ‘A Vingança do Padre'.
Cena do espetáculo ‘A Vingança do Padre’.

“A Vingança do Padre” é uma comédia, em cinco atos, que narra as peripécias do padre Salomão, que grava e joga as confissões dos fieis no YouTube.

A comédia que está em cartaz desde 2011, mostra um padre revoltado com seus fiéis, que não mais assistem as suas missas, com tanta freqüência. A partir daí, o religioso, que não sabe guardar segredo, como uma forma de vingar-se, disponibiliza as confissões nas redes sociais, criando muita confusão entre seus seguidores.

A peça, com um humor escrachadamente baiano, narra situações do dia a dia, do povo soteropolitano, que vão desde as gírias, incorporadas à cultura local, os pontos turísticos do Pelourinho, onde a trama se passa, até o sincretismo religioso.

O texto, de forma leve e descontraída, está em sintonia com os acontecimentos sociopolíticos do país.

A montagem, despretensiosa, tem o objetivo apenas, de fazer rir, em tempos tão sombrios, politicamente falando.

Durante os 60 minutos do espetáculo, a platéia participa ativamente, tornando-se parte integrante do elenco. Em alguns momentos da encenação, a apresentação ganha novos rumos, em função dos comentários do público presente.

Para a nova temporada de janeiro/2020, algumas novidades: novos figurinos, mudanças no texto e novas cenas, como a inclusão dos fiéis, confessando-se com o padre Salomão.

Sobre o diretor e autor

Adson Brito do Velho, 52 anos, professor da rede estadual de ensino, há 26 anos e também psicólogo, especialista em Neuropsicologia.

Dirigiu, em 1988, “A Falecida”, texto clássico, de Nelson Rodrigues, na Escola de Teatro da UFBa. Na montagem, interpretou Tuninho, personagem que é o marido de Zulmira, personagem principal da montagem, que contava com 22 atores em cena.

Escreveu, dirigiu e atuou em “Almas Acorrentadas”, que narra o universo de pessoas com o “dedo podre”, “Diários de Psicopatas”, que fora baseado no TCC, em Neuropsicologia.

Dirigiu também musicais, retratando a vida de Renato Russo e Raul Seixas. Na montagem sobre o Maluco Beleza, contou com 27 artistas no palco, entre cantores, músicos e atores. E teve a participação especial de Carlos Eládio (Os Panteras) parceiro de Raulzito. E também o “Recital Dramático Como Não Amar Clarice Lispector?”, todos frutos da oficina de teatro, que dirijo no Colégio Estadual Anísio Teixeira, localizado no bairro da Caixa D´Água, aberta a alunos e comunidade em geral.

Sobre as personagens e atores

A montagem, conta com cinco personagens: padre Salomão,a freira Anabelle, o coroinha Zé, a Mãe de Santo Theodora e a Juíza.

FREIRA ANABELLE:  interpretada pelo ator Admilson Vieira, a personagem interage com o público, antes da peça começar. É um dos pontos altos da peça, pois há uma identificação imediata com a freirinha, que tenta convencer as pessoas a assinarem a sua rifa, prática tão comum, entre os moradores dos bairros populares de Salvador.

PADRE SALOMÃO: personagem do ator Adson Brito do Velho, que inicia a missa, dançando ao som de atabaques, jogando pipocas na platéia. De forma humorada e sempre bem recebida pelo público, é uma celebração ao sincretismo religioso, tão presente na Bahia. Um dado curioso, é que pós a apresentação, muitas pessoas questionam em quem em me inspirei para compor o padre. Muitos arriscam, na resposta, acreditando que foi no folclórico e lendário padre Pinto. O que não corresponde à verdade. A inspiração foi livre. Em alguns momentos e falas do personagem, busquei inspiração na personagem vilã Branca Letícia de Barros Motta, da novela Por Amor, interpretada pela atriz Suzana Vieira.

COROINHA ZÉ: personagem defendido pelo ator Alexandro Beltrão, que concorre a uma vaga para auxiliar do padre e usa sua sensualidade para seduzir o padre e assim conquistar o cargo e a partir daí, manter uma relação homoafetiva com o religioso. O coroinha é disputado também pela freira Anabelle, que sai aos tapas com o padre na disputa por Zé. Entram em negociação, que “rola milhões”

MÃE THEODORA: interpretada pela atriz Sofia Bonfim, que de forma leve e bem humorada, mostra com as mais diversas religiões podem dialogar de forma serena. É uma mãe de santo moderna, pois suas consultas são marcadas, pelo serviços Call Center.

JUÍZA: personagem da atriz Cláudia Rosa, que tem a incumbência de julgar os atos do padre Salomão. É uma alusão à Lava Jato. O tribunal é uma bagunça, fazendo um link a determinados momentos que o país atravessa.

Agenda

O que: Espetáculo ‘A Vingança do Padre’

Quando: 8, 15, 22 e 29/01, às 19 horas

Onde: Espaço Cultural Casa 14

Endereço: Rua Frei Vicente, 14, Pelourinho.

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