Primeiro-ministro do Iraque declara luto nacional por Qassem Soleimani, Abu Mahdi al-Muhandis; Milhares marcham em Bagdá em luto; Novo ataque aéreo dos EUA deixa mais vítimas

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Milhes de iranianos protestam contra os EUA pelo assassinato Qassim Suleimani e Abu Mehdi al-Muhandis.
Milhes de iranianos protestam contra os EUA pelo assassinato Qassim Suleimani e Abu Mehdi al-Muhandis.
Milhes de iranianos protestam contra os EUA pelo assassinato Qassim Suleimani e Abu Mehdi al-Muhandis.
Milhes de iranianos protestam contra os EUA pelo assassinato Qassim Suleimani e Abu Mehdi al-Muhandis.

O primeiro ministro iraquiano, Adel Abdul Mahdi, declarou neste sábado (04/01/2020) três dias de luto nacional pelo comandante militar iraniano Qassem Soleimani, pelo líder de milícias iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis e outros mortos num ataque aéreo dos EUA.

“O primeiro-ministro e o comandante-em-chefe Adel Abdul Mahdi ordena luto nacional pelas almas dos mártires durante três dias a partir de sábado”, disse seu gabinete, em comunicado.

A milícia iraquiana Kataib Hezbollah alertou que forças de segurança do Iraque se afastassem de bases americanas no país, segundo a emissora de televisão al-Mayadeen.

“Forças de segurança precisam ficar afastadas de bases americanas por pelo menos mil metros, a partir da noite de domingo”, teria dito a milícia, de acordo com a al-Mayadeen.

Milhares marcham em Bagdá em luto

Dezenas de milhares de pessoas marcharam em Bagdá neste sábado, em luto pelo chefe do exército iraniano Qassem Soleimani e o líder de milícia iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis, mortos em um ataque aéreo dos EUA que aumentou o espectro de um conflito mais amplo do Oriente Médio.

Ao ordenar o ataque contra o comandante das legiões estrangeiras da Guarda Revolucionária Iraniana, o presidente Donald Trump levou Washington e seus aliados, especialmente Arábia Saudita e Israel, a um território desconhecido em seu confronto contra o Irã e as milícias que apoia na região.

Gholamali Abuhamzeh, importante comandante da Guarda Revolucionária do Irã, disse que Teerã punirá os americanos “onde estiverem ao alcance” e citou a possibilidade de ataques a navios no Golfo.

A embaixada dos EUA em Bagdá pediu que cidadãos americanos deixem o Iraque, após o ataque que matou Soleimani. Dúzias de funcionários americanos de empresas de petróleo deixaram a cidade de Bosra, no sul do país, na sexta-feira.

O Reino Unido, aliado próximo dos EUA, alertou seus cidadãos para evitarem qualquer viagem ao Iraque, com exceção da região autônoma do Curdistão, e que viajem ao Irã apenas se essencial.

Os EUA e seus aliados suspenderam o treinamento de forças iraquianas devido à ameaça cada vez maior, disse o exército alemão, em uma carta vista pela Reuters, no fim da sexta-feira.

General de 62 anos, Soleimani era o principal comandante militar de Teerã e, como chefe das Forças da Guarda Revolucionária, arquiteto da crescente influência do Irã no Oriente Médio.

Muhandis era o vice-comandante das Forças de Mobilização Popular (PMF) do Iraque, órgão com grupos paramilitares sob seu comando.

Uma marcha carregando os corpos de Soleimani, Muhandis e outros iraquianos mortos no ataque americano foi realizada na Zona Verde de Bagdá.

As pessoas em luto incluíram membros da milícia em uniforme para quem Muhandis e Soleimani eram heróis. Eles carregaram retratos de ambos, colocaram-nos nas paredes e em veículos blindados, e gritaram “Morte à América” e “Israel, não, não”.

O primeiro-ministro Adel Abdul Mahdi e comandante de milícias iraquianas Hadi al-Amiri, aliado próximo do Irã e principal candidato a suceder Muhandis, compareceram.

Na sexta, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu retaliação e disse que a morte de Soleimani aumentará a resistência da República Islâmica aos EUA e Israel.

Abuhamzeh, comandante da Guarda Revolucionária na província de Kerman, mencionou uma série de possíveis alvos para represálias, incluindo a hidrovia do Golfo pela qual por volta de um terço do petróleo transportado por navios do mundo é exportado para mercados globais.

Estados Unidos enviam mais 3 mil soldados ao Oriente Médio

Os Estados Unidos vão enviar um contingente adicional de 3 mil soldados para o Oriente Médio como uma medida de precaução aos recentes acontecimentos na região. Ontem (2),  um ataque de drones norte-americanos resultou na morte, no Iraque, de um militar de alta patente do Irã, o general Qassem Soleimani.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou nesta sexta-feira (3) que a Força de Resposta Imediata da 82ª Divisão Airbone, sediada no Fort Bragg, na Carolina do Norte, será enviada para o Kwait.

O Pentágono disse anteriormente que aproximadamente 750 soldados seriam imediatamente enviados ao Oriente Médio à medida que a manifestação contra a embaixada dos EUA em Bagdá se tornou violenta. Também foi revelado que mais tropas seriam enviadas nos próximos dias;

A administração de Donald Trump tem repetidamente enviado membros da Forças Armadas dos EUA ao Oriente Médio desde maio cintando ameaças do Irã. O número de soldados é de cerca de 14 mil.

Analistas dizem que ao aumento nas tropas pode incendiar as já tensas relações entre os EUA e o Irã.

*Com informações de Kate Holton, Parisa Hafezi e Nadine Awadallah, da Agência Reuters.

Adel Abdul Mahdi, primeiro-ministro e comandante-em-chefe do Irã.
Adel Abdul Mahdi, primeiro-ministro e comandante-em-chefe do Irã.
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