Presidente Jair Bolsonaro cria cerca de 500 cargos de confiança para a Polícia Federal; MP favorece projeto político do ministro Sérgio Moro

Com Medida Provisória, ministro Sérgio Moro terá cargos de confiança para preencher na PF.
Com Medida Provisória, ministro Sérgio Moro terá cargos de confiança para preencher na PF.
Com Medida Provisória, ministro Sérgio Moro terá cargos de confiança para preencher na PF.
Com Medida Provisória, ministro Sérgio Moro terá cargos de confiança para preencher na PF.

Nesta sexta-feira (03/01/2019), o Governo Bolsonaro editou uma medida provisória para reestruturar a carreira da PF, criando mais cargos comissionados

Após um ano marcado por conflito, Jair Bolsonaro iniciou 2020 com um afago a Sérgio Moro, ministro da Justiça. O presidente assinou medida provisória para reestruturar a carreira da PF, criando mais cargos comissionados.

Ao todo, foram criados 515 cargos de confiança, chamados de Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE), e remanejados, sem novas despesas, diversas vagas Direção e Assessoramento Superior (DAS) para se criar outros 344 postos.

A MP saiu do forno com a assinatura do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Nas últimas semanas, Moro delegou ao seu secretário-executivo, Luiz Pontel, oriundo da PF, a articulação com o Ministério da Economia e a Casa Civil para garantir a publicação da MP.

Segundo fontes da PF, o fortalecimento institucional será transversal em toda a carreira e o impacto financeiro será pequeno. As delegacias de interior serão melhor reconhecidas e valorizadas com funções de chefia também para os agentes, escrivães, papiloscopistas, e as Superintendências Regionais também ganharão novos cargos de chefias.

A reestruturação da carreira era uma antiga reivindicação da PF. A pressão das associações que representam a categoria aumentou após o governo patrocinar, no ano passado, uma medida semelhante para a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Em carta enviada em outubro ao diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) afirmava que a corporação estava “relegada ao segundo plano” na gestão de Moro no Ministério da Justiça.

O ano de 2019 foi marcado por uma crise entre Bolsonaro e a PF, depois da tentativa de interferência do presidente na indicação do novo superintende para o Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral. O episódio quase levou à saída de Valeixo do comando da corporação.

*Com informações do Valor Econômico.

Redação do Jornal Grande Bahia
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