Prefeitura de Feira de Santana adota ações de prevenção ao novo coronavírus de origem chinesa

Embora a China não tenha confirmado a origem exata do vírus, agora conhecido como 2019-nCoV, as autoridades acreditam que o surto se originou em um mercado de Wuhan.

Embora a China não tenha confirmado a origem exata do vírus, agora conhecido como 2019-nCoV, as autoridades acreditam que o surto se originou em um mercado de Wuhan.

Diante dos casos de doença respiratória na China, causados pelo novo coronavírus, a Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Saúde, emitiu uma nota técnica com orientações e protocolos de atendimento aos profissionais de saúde da rede municipal, nesta terça-feira (28/01/2020).

A nota técnica segue orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), onde deverão ser adotados medidas para reduzir o risco de infecção pelo Novo Coronavírus. O objetivo é alertar os profissionais da rede de vigilância e assistência quanto a atenção para os sintomas das doenças respiratórias agudas, mesmo sem casos confirmados da infecção no Brasil.

Os sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Os casos mais graves podem evoluir para pneumonia e a transmissão ocorre de pessoa a pessoa pelo ar, através de secreções aéreas da pessoa infectada ou contato com secreções contaminadas.

Um dos critérios para a notificação de eventuais casos, são em situações de pessoas com sintomas suspeitos e que tenham histórico de viagem para áreas de trasmissão (cidade de Wuhan, na China) nos últimos 14 dias. Em Feira de Santana, até o momento, não há notificação de casos suspeitos ou confirmados.

“Nosso município possui um importante entroncamento rodoviário e de grande fluxo de pessoas vindas de outros estados e países, devido sua característica econômica baseada no comércio. Estamos sendo precavidos e sensibilizando nossos profissionais”, ressalta o prefeito Colbert Martins Filho, que também é médico.

De acordo com Francisca Lucia Oliveira, coordenadora da Divisão Epidemiológica, ações de educação em saúde e prevenção estão sendo realizadas em locais com grande aglomeração de pessoas e o momento é de prevenção através de medidas simples, como a higiene das mãos.

A Vigilância Epidemiológica recomenda: Cobrir a boca e nariz com a dobra do antebraço ao tossir ou espirrar; Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; Lavar frequentemente as mãos; Usar lenço descartável para higiene nasal; Evitar tocar nas mucosas dos olhos; Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos ou copos; Manter os ambientes bem ventilados e evitar o contato com animais selvagens e doentes em fazendas ou criações.

Coronavírus

Os coronavírus (2019 – nCoV) compõe uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma cora (do inglês, crown). Podem causar desde um resfriado comum, até Síndromes Respiratórias Aguda Grave, como Síndrome Respiratória do Oriente Médio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, identificado posteriormente como um novo coronavírus.

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