Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, retrospectiva 2019 | Por Nilton José Costa Ferreira

Imagens do Interior do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).
Imagens do Interior do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).
Imagens do Interior do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).
Imagens do Interior do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).

Nada acontece por acaso. Estamos vivendo um momento ímpar na Nação Brasileira. Na verdade… estamos vivendo o renascimento do BRASIL!  Das teorias desagregadoras, por não dizer avassaladoras às autênticas Políticas Públicas, que deram lugar a um novo embrião de combate a Corrupção Estatal. Ilustres Brasileiros despontam na luta pela cidadania do povo brasileiro.

Dentro deste cenário, me veio à luz ao dia 13 de maio de 2019. Dia em que o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia – IGHB, completou 125 anos de existência. Estive presente no momento histórico e, como não poderia deixar de acontecer, naqueles momentos e horas, veio a relembrança de fatos marcantes. A CASA DA BAHIA estava repleta de exponentes culturais. Da brilhante exposição do ínclito Professor José Nilton a memorável exposição do acadêmico Joaci Goés.

Ao ouvir os relatos, brilhantemente narrados em contexto histórico, ressurgindo na minha mente a importância do evento e o fato de estar presenciando e participando na condição de membro efetivo do IGHB. Lembrei que, ao manusear a magnífica obra de autoria dos Confrades, Professores Wilson Sardinha, Nilson Joau e José Nilton, alusiva aos 125 anos de fundação, encontrei nos escritos, datada de 1951 a admissão na condição de sócio efetivo de meu genitor, o Prof. Nilton José de Souza Ferreira e, … em alusão temporal, constatei que exatamente após 58 anos, eu, 2ª. geração, ingressava em 2009, na memorável escola acadêmica eclética. O pensamento me fugiu em razão da grandiosidade da solenidade e, principalmente ao caráter histórico e cultural dos pronunciamentos.

Refleti, mais uma vez, a importância da CASA DA BAHIA na consolidação do livre pensamento cultural do Estado Brasileiro. Mais do que isto, na valoração e manutenção por 125 anos dos valores morais de genuína brasilidade. Pensei, 2019 além de representar os 125 anos do IGHB, também representou a consolidação dos ideais de genuína brasilidade da CASA DA BAHIA. Refiro-me ao renascimento do novo BRASIL, um BRASIL próspero, com intenso combate a corrupção e adepto de autênticas políticas públicas. Tudo que, de TRANQUILINO LEOVIGILDO TORRES em 1894, até, na atualidade, a Professora CONSUELO PONDE e ao seu sucessor Prof. EDUARDO MORAIS DE CASTRO, mantiveram, prolataram e cultivaram em prol da cultura e de um Brasil de autênticas políticas públicas. Ao vermos o renascimento brasileiro do sentimento nativista, ressaltamos que o mesmo, na BAHIA, sempre foi mantido em seu embrião, consolidado em 02 de julho de 1823.

A CASA DA BAHIA, guardiã dos valores culturais, de cidadania, da família e das autênticas políticas públicas, jamais abdicou dos interesses do povo Brasileiro, em particular da Bahia, os quais sempre foram mantidos e que agora, são prolatados nacionalmente. Instituição de pensamento livre, respeito acadêmico, que manteve através de governos, décadas e séculos, sua independência do pensamento livre em consonância ao 2 de julho, data da Independência da Bahia e consolidação da Independência do Brasil.

Novamente, disperso por alguns minutos dos pronunciamentos, vago pela ilustre plateia, composta pelos mais ecléticos segmentos da população baiana e brasileira, observando várias gerações de confrades. Da família Joau ao meu amigo Lamartine. Ao lado Bruno Godinho, legítimo descendente do clã cultural. Mais adiante, Eduardo Dórea próximo ao Prof. Astor Pessoa e ao jurista Antonio Costa. Lembrei do Mestre Edivaldo Boaventura, suas brilhantes aulas no Doutorado da UNIFACS. Em seguida divaguei nos grandes exponentes culturais presentes ou lembrados pelas suas contribuições acadêmicas ou ao Estado da Bahia ou a nação Brasileira, dentre eles: José Maria da Silva Paranhos Júnior – Barão do Rio Branco – Diplomata; Ruy Barbosa – Jurista; Manoel Vitorino Pereira – Médico; Octávio Mangabeira; Bernardino José de Souza; Theodoro Sampaio e vários outros ínclitos confrades que em razão da natureza do escrito, fico impossibilitado de nominar.

Hoje, ao segundo dia do novo ano, reitero a importância dos ideais da CASA DA BAHIA, do IGHB, que durante os seus 125 anos, manteve acesa a chama de um Brasil melhor, de pensamento livre, na preservação dos preceitos e fundamentos de honradez, cidadania e genuína brasilidade.

*Nilton José Costa Ferreira, Doutorando em Desenvolvimento Regional e Urbano pela Universidade do Salvador – UNIFACS, Mestre em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social pela Universidade Católica do Salvador- UCSAL. Possui graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e pós-graduações nas áreas de Administração e Políticas Públicas de Segurança.

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