Fim do Ministério da Segurança Pública foi um erro do próprio Governo Bolsonaro, diz deputado Rodrigo Maia; Fugas em massa demonstram despreparo do ministro Sérgio Moro

Falhas na política de segurança pública do Governo Bolsonaro, evidenciam inapetência do ministro Sérgio Moro.Falhas na política de segurança pública do Governo Bolsonaro, evidenciam inapetência do ministro Sérgio Moro.
Falhas na política de segurança pública do Governo Bolsonaro, evidenciam inapetência do ministro Sérgio Moro.

Falhas na política de segurança pública do Governo Bolsonaro, evidenciam inapetência do ministro Sérgio Moro.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu há pouco a recriação do Ministério da Segurança Pública. Essa possibilidade foi citada hoje pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, durante reunião com secretários estaduais de segurança, no Planalto.

“Criação de ministério não necessariamente gera novas despesas”, afirmou Maia. “O fim do Ministério da Segurança Pública no início do governo Bolsonaro foi um erro para o próprio governo” acrescentou.

Maia pontuou que Bolsonaro foi eleito com a pauta da segurança pública. Em função disso, acabar com o ministério foi uma sinalização ruim para o próprio governo.

“Não conversei com o presidente Bolsonaro sobre isso, mas a decisão de recriar o ministério é uma sinalização de priorização do tema da segurança pública que, de fato, precisa de uma política focada e concentrada no tema da articulação do trabalho do governo federal com os Estados”, avaliou Maia.

O presidente da Câmara também afirmou que não vê problemas na recriação do Ministério da Cultura. Essa possibilidade está em estudo no governo, que convidou a atriz Regina Duarte para a pasta. “Uma secretaria ou um ministério, sem aumento de despesas, não vejo problema”, afirmou. Atualmente, a Secretaria de Cultura faz parte do Ministério do Turismo.

Fugas em massa do PCC alarmam autoridades em Brasília, que cobram Sergio Moro

As autoridades ligadas à segurança do Distrito Federal estão alarmadas desde que ocorreram as recentes fugas em massa de detentos ligados à maior e mais organizada facção criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital. No fim de semana, estimados 75 presos conseguiram escapar na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com o Brasil. Um dia depois, em Rio Branco, no Acre, 26 também fugiram. Nesta quarta-feira, o secretário da Segurança Pública do DF, Anderson Gustavo Torres, enviou um ofício no qual cobra informações do Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, a respeito da situação. O objetivo, diz Torres, é preparar as forças locais caso haja a necessidade de intensificar o policiamento em Brasília e em seu entorno. O nervosismo das autoridades tem um pano de fundo: as autoridades temem que haja um recrudescimento da criminalidade por conta da presença de dez lideranças do PCC que estão na penitenciária federal da capital brasileira desde o fim do ano passado, por decisão de Moro. Entre os detentos, está o líder histórico da facção, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

*Com informações de Fabrício de Castro, do Broadcast de Política do Estadão do Jornal El País.

Compartilhe e Comente

Redes sociais do JGB

Faça uma doação ao JGB

About the Author

Redação do Jornal Grande Bahia
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]