EUA: Senadores Republicanos são pressionados no impeachment do presidente Donal Trump após reportagem sobre livro do ex-assessor de Segurança Nacional John Bolton

John Robert Bolton, diplomata, ex-militar, advogado e político norte-americano conhecido por suas visões conservadoras e nacionalistas.
John Robert Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA.
John Robert Bolton, diplomata, ex-militar, advogado e político norte-americano conhecido por suas visões conservadoras e nacionalistas.
John Robert Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA.

Os colegas de Partido Republicano no Senado de Donald Trump foram pressionados novamente nesta segunda-feira para permitir os depoimentos de testemunhas no julgamento de impeachment, enquanto a defesa do presidente procurou atacar as acusações dos democratas de que ele teria promovido uma campanha de pressão contra a Ucrânia para seus próprios fins políticos.

Uma reportagem do New York Times levou a novos pedidos dos democratas para que testemunhas possam depor no julgamento. O jornal relatou que o ex-assessor de Segurança Nacional John Bolton escreveu em um livro ainda não publicado que o presidente Trump havia ordenado que ele congelasse as verbas de auxílio de segurança à Ucrânia até que o governo de Kiev o ajudasse com investigações que o beneficiassem politicamente.

O senador republicano Mitt Romney, por vezes crítico a Trump, disse que havia uma crescente tendência entre pelo menos quatro senadores republicanos para que Bolton fosse chamado a testemunhar, o que poderia garantir aos democratas os votos necessários para convocá-lo.

Os republicanos do Senado até agora se recusaram a permitir que qualquer testemunha ou nova evidência seja apresentada no julgamento que irá determinar se Trump será ou não removido do cargo.

A equipe jurídica de Trump retomou sua apresentação de seus argumentos iniciais no processo, incluindo a participação de Ken Starr, o ex-procurador independente cuja investigação sobre um escândalo sexual pavimentou o caminho para o processo de impeachment do ex-presidente Bill Clinton, em 1998. Uma outra advogada de Trump, Jane Raskin, também fez uma defesa de seu advogado pessoal Rudy Giuliani.

Bolton escreveu no manuscrito que Trump havia dito a ele que queria congelar a verba de 391 milhões de dólares em auxílio de Segurança à Ucrânia até que Kiev ajudasse em investigações sobre democratas, entre eles o ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho, Hunter Biden, segundo a notícia do Times.

Os democratas dizem que Trump utilizou a verba –aprovada pelo Congresso dos EUA para ajudar a Ucrânia a combater separatistas apoiados pela Rússia– como moeda de troca para conseguir que um outro país o ajudasse a difamar um rival político doméstico. Biden é um dos principais pré-candidatos democratas na corrida presidencial para enfrentar Trump nas eleições de novembro.

Trump nega ter dito a Bolton que buscava utilizar a verba de auxílio para pressionar o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy a investigar os Bidens sobre alegada corrupção. Hunter Biden trabalhou para uma empresa ucraniana de energia enquanto seu pai era vice-presidente dos Estados Unidos.

“Eu acredito que seja cada vez mais provável que outros republicanos se juntem àqueles de nós que pensam que nós deveríamos ouvir o que John Bolton tem a dizer”, disse Romney a jornalistas.

Outra senadora republicana moderada, Susan Collins, disse que a reportagem sobre o livro de Bolton fortalecem os argumentos por testemunhas.

O presidente do Comitê Judiciário do Senado, Lindsey Graham, um republicano aliado de Trump, disse que apoiaria emitir uma intimação para obter o manuscrito de Bolton, disse um jornalista da CNN no Twitter.

A Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, aprovou o impeachment de Trump no mês passado por acusações de abuso de poder em suas negociações com a Ucrânia e de obstrução do Congresso, levando ao julgamento no Senado, controlado pelos republicanos.

É esperado que Trump seja absolvido no Senado, que tem 100 membros e onde os republicanos detêm 53 vagas. É preciso o voto de dois terços dos senadores para que o presidente seja removido do cargo.

*Com informações de Richard Cowan e Susan Cornwell, da Agência Reuters.

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