EUA: Julgamento do impeachment do presidente Donald Trump se aproxima do fim com provável derrota de democratas

Donald Trump, presidente dos EUA.
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Donald Trump, presidente dos EUA.
Donald Trump, presidente dos EUA.

O julgamento de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se aproxima do final nesta sexta-feira (31/01/2020), quando os senadores devem decidir se vão convocar testemunhas e prolongar o processo histórico, ou encerrá-lo rapidamente, como Trump deseja.

Os democratas do Senado têm argumentado ao longo do julgamento de duas semanas que os parlamentares precisam ouvir testemunhas como John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional de Trump. Mas eles não parecem ter apoio suficiente dos republicanos, que controlam a Casa.

O senador republicano Lamar Alexander, que estava indeciso, declarou na noite de quinta-feira que mais evidências no caso eram desnecessárias.

No entanto, salvo uma mudança de opinião imprevista de outro senador republicano, os democratas não terão os 51 votos necessários, o que permitirá aos aliados de Trump derrotar o pedido de provas adicionais e avançar para uma votação final que quase certamente absolverá o presidente.

Essa votação final pode ser realizada na sexta-feira ou no sábado, disseram fontes do Congresso.

“A verdade está diante dos nossos olhos”, disse o deputado democrata Adam Schiff, promotor enviado pela Câmara para o julgamento, no plenário do Senado.

“Sabemos por que eles não querem que John Bolton preste depoimento. Não é que não sabemos realmente o que aconteceu aqui. Eles simplesmente não querem que o povo americano ouça isso com todos os detalhes claros e repugnantes.”

A Câmara dos Deputados, controlada pelos democratas, aprovou impeachment de Trump em dezembro, acusando-o formalmente de abuso de poder por pressionar a Ucrânia a investigar um rival político, o pré-candidato presidencial democrata Joe Biden, e também de obstrução do Congresso.

Trump é apenas o terceiro presidente da história dos EUA a sofrer processo de impeachment. Para removê-lo do cargo, é necessária uma votação de dois terços do Senado, e nenhum republicano indicou que votará pela condenação.

Os aliados republicanos de Trump tentaram manter o julgamento em ritmo acelerado e minimizar qualquer dano ao presidente, que está concorrendo à reeleição.

Trump participou de um comício em Des Moines, Iowa, na noite de quinta-feira, e criticou o julgamento, chamando-o de um esforço dos democratas para derrubar sua vitória nas eleições de 2016. “Eles querem anular suas cédulas, envenenar nossa democracia e derrubar todo o sistema de governo”, disse o presidente.

*Com informações de James Oliphant e David Morgan, da Agência Reuters.

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