Durante entrevista ao Roda Viva, ministro Sérgio Moro tenta minimizar participação no consórcio formado com procuradores da República em Curitiba

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal de Curitiba.

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro e ex-juiz da 13º Vara Federal de Curitiba.

Em entrevista ao “Roda Viva” da TV Cultura, nesta segunda-feira (20/01/2020), o ministro da Justiça, Sergio Moro, disse considerar uma “bobageirada” a publicação de reportagens sobre conversas suas no aplicativo Telegram e se defendeu da divulgação de áudio de telefonema entre os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, em 2016.

As conversas reveladas pelo The Intercept Brasil, entre outros veículos, apontam que o então juiz em Curitiba orientou a respeito da ordem de fases do consórcio formado a partir da 13ª Vara Federal, indicou uma prova para uma denúncia do Ministério Público e sugeriu uma testemunha.

Moro disse que o tema é “um episódio menor” em seu primeiro ano no governo federal. “Sinceramente nunca dei muita importância para isso. Acho que ali tem um monte de ‘bobageirada’, nunca entendi muito bem a importância [dada].”

O ministro de Bolsonaro foi questionado também sobre sua decisão, na época em que era juiz, de tirar o sigilo de conversas telefônicas grampeadas entre Lula e Dilma em março de 2016, em uma iniciativa que acabou aumentando a pressão pelo impeachment da então presidente. Disse que é atribuída ao áudio uma importância que não existe.

Defendeu seus números na pasta de segurança pública, disse não considerar derrotado nas modificações do pacote que culminaram na lei “anticrime” e também afirmou não ter sido parcial na eleição presidencial do ano passado, quando vetou uma entrevista do ex-presidente Lula e soltou, a uma semana das eleições, um antigo acordo de delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci.

Moro também foi questionado a respeito de ataques do presidente Jair Bolsonaro a jornalistas. Disse que não falaria especificamente sobre o comportamento do presidente, mas afirmou que o chefe “tem sido criticado e muitas vezes ele reage”

Sobre os motivos de não se manifestar acerca de assuntos como a defesa da ditadura militar por integrantes do governo ou o ataque à produtora do grupo Porta dos Fundos, no fim do ano passado, o ministro disse que não é um “comentarista sobre tudo”.

No caso da saída do secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, que foi demitido na última sexta-feira (17) após discurso no qual parafraseou Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Moro chamou o caso de “episódio bizarro” e disse que não se pronunciou porque o presidente já havia decidido demitir o subordinado.

Também não quis se manifestar sobre o caso do chefe da Secom, Fabio Wajngarten, sobre a suspeita de conflito de interesses entre a vida empresarial dele e o fato de ser o responsável por definir a distribuição de verbas de propaganda do governo federal.

*Com informações da Revista CONJUR.

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