6 mil erros em correção de provas do ENEM realizadas em 2019 evidenciam que Governo Bolsonaro é formado por ineptos e desinteligentes

Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro.

Abraham Weintraub, ministro da Educação do Governo Bolsonaro. Falhas da pasta evidenciam inapetência na gestão pública.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta segunda-feira (20/01/2020), que a falha de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) atingiu 6 mil provas e reforçou que o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abrirá nesta terça-feira, 21, conforme previsto inicialmente. O Estado apurou que mais de 75 mil candidatos pediram a recorreção da prova e que todos os casos foram analisados, mas os erros só foram constatados para 6 mil pessoas.

O anúncio foi feito pelo ministro na tarde desta segunda em sua conta do Twitter. “Ninguém será prejudicado! O Sisu abrirá amanhã e terá mais dois dias além do previsto, ou seja, vai até domingo. Novamente, pedimos desculpas pelo susto”, disse Weintraub.

O ministro não explicou por que o período de inscrição para o Sisu foi ampliado. O sistema é utilizado pelos estudantes para, com a nota do Enem, se candidatar a uma vaga em universidade e institutos federais de todo o País.

Segundo o governo federal, 95% das provas com problemas na correção estavam em quatro cidades de Minas Gerais (Viçosa, Ituiutaba e Iturama) e Bahia (Alagoinhas). A maioria dos erros ocorreu no segundo dia de provas, quando os candidatos resolvem as questões de Matemática e Ciências da Natureza.

Servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disseram ter encontrado mais de um tipo de falha na correção. Inicialmente, o governo disse que o problema ocorreu por erro na identificação dos cartões de resposta dos candidatos e da respectiva cor das provas que fizeram. A falha teria ocorrido na gráfica, a empresa Valid: os arquivos com essas informações foram repassados ao Inep com divergências. Ou seja, o aluno fez a prova de uma cor, mas a nota foi corrigida como se fosse de outra.

Segundo os servidores, também houve problema com a utilização de um cartão de respostas reserva. Eles afirmam que essas falhas poderiam ter sido identificadas antes da divulgação das notas.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse que a recorreção foi feita em todas as quase 4 milhões de provas do Enem, não apenas naquelas em que houve a reclamação dos candidatos. “Pegamos os quase 4 milhões de participantes e corrigimos as provas deles com todos os gabaritos possíveis e calculamos todas as proficiências possíveis. Nós olhamos todos as situações em que poderia ter algum tipo de modificação de nota. Você já pode olhar na página do participantes, sua nota já foi corrigida”, disse.

Correção

Os alunos que foram prejudicados com a falha afirmaram que na noite desta segunda as notas já haviam sido alteradas. Maria Esthér Nora Sanches, de 18 anos, disse ter recebido uma ligação do presidente do Inep no início da noite para comunicar sobre a alteração e pedir desculpas.

A jovem, que concluiu o ensino médio no ano passado e fez o Enem para tentar uma vaga em Medicina, contou ter ficado muito assustada com as notas. “Eu fiquei muito chateada na hora em que vi meu boletim, porque tinha ido muito mal. Pior até mesmo do que nos anos anteriores, quando fiz a prova como treineira. Até achei que a culpa pudesse ter sido minha e que eu tinha preenchido errado o cartão de respostas”.

Com a alteração, as notas de Maria Esthér deram um salto. Em Matemática, a nota passou de 431 para 917 pontos. Em Ciências da Natureza, de 402 para 690. Aluna do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (Coluni), ela desconfiou que a correção poderia estar errada porque viu nas redes sociais outros colegas reclamando do mesmo problema. “O Enem é uma prova muito importante, a gente se prepara muito para ela. Por isso, o susto quando vi a nota. Acho que pela dimensão do exame não é cabível um erro grave como esse”.

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