Presépios de Feira de Santana sentem a falta do trabalho artístico de Crispina dos Santos, a criadora de anjos

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Presépios de Natal sofreram uma perda irreparável em 2014, ano em que morreu Crispina dos Santos, aos 87 anos, a mais autêntica artesã de Feira de Santana, uma das mais expressivas do País.
Presépios de Natal sofreram uma perda irreparável em 2014, ano em que morreu Crispina dos Santos, aos 87 anos, a mais autêntica artesã de Feira de Santana, uma das mais expressivas do País.
Presépios de Natal sofreram uma perda irreparável em 2014, ano em que morreu Crispina dos Santos, aos 87 anos, a mais autêntica artesã de Feira de Santana, uma das mais expressivas do País.
Presépios de Natal sofreram uma perda irreparável em 2014, ano em que morreu Crispina dos Santos, aos 87 anos, a mais autêntica artesã de Feira de Santana, uma das mais expressivas do País.

Os presépios de Natal sofreram uma perda irreparável em 2014, ano em que morreu Crispina dos Santos, aos 87 anos, a mais autêntica artesã de Feira de Santana, uma das mais expressivas do País. Durante muitos anos, suas figuras de anjos, bois e burrinhos ajudaram a enfeitar o cenário do nascimento do Menino Jesus em presépios de inúmeras residências da cidade e da zona rural, principalmente entre as pessoas humildes como ela. A artesã é tema do documentário Crispina dos Santos, a criadora de anjos, exibido no Memorial da Feira, portal mantido na internet pela Prefeitura, através da Secretaria de Comunicação Social.

O vídeo foi produzido com imagens e entrevistas de Crispina feitas pelo artista plástico Juraci Dórea no ano de 1975, no documentário Anjanil, e em 1990, no vídeo artesanal, inédito, que ele fez com a participação do filho Tiago Dórea. A narração de A criadora de anjos é do próprio Juraci, com textos extraídos do artigo O presépio sertanejo de Crispina dos Santos, escrito por ele em 2004 e publicado na revista Légua & Meia, da Universidade Estadual de Feira de Santana. Neste artigo, Juraci diz:

“As figuras de Crispina dos Santos chamam a atenção pela expressividade, pelo colorido vistoso e, também, pelo teor documental, vez que flagram os vários elementos identitários de Feira de Santana. (…) Apesar de ter tentado passar sua experiência para algumas crianças do bairro, ao que parece, ela não vai deixar discípulos. É pena, pois isso significa que está se apagando uma das mais fortes expressões culturais desta nossa desajeitada cidade sertaneja: as figuras de barro para presépios. Já que assim é, registre-se, ao menos, a relevância da contribuição da ceramista para a arte de Feira de Santana.”

Junto a Crispina dos Santos, a criadora de anjos, o portal Memorial da Feira exibe o documentário Anjanil. Trazendo no título um neologismo formado pelas palavras anjo, “figura” preferida por Crispina, e anil, a cor mais usada pela artesã, Anjanil foi produzido em 1975, com direção de Juraci Dórea, montagem de Dimas Oliveira, texto de José Carlos Teixeira e música de Rui Brasileiro. Ganhou o Prêmio Sala Sérgio Porto, de Recife, na IV Jornada Baiana de Curta-Metragem, em 1975.

Além de tema desses documentários, Crispina dos Santos é nome de uma sala no Museu Casa do Sertão, na Uefs, onde há um acervo especial de peças produzidas por ela.

Crispina dos Santos, a criadora de anjos pode ser visto na seção Panoramas da Feira. Anjanil está na seção Relíquias da Feira. O portal pode ser acessado na internet, no endereço memorialdafeira.ba.gov.br.

Confira vídeo

https://youtu.be/KLZM7wlczIQ

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