Petrobras irá vender participações na Braskem e BR Distribuidora

Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, diretoria da Petrobras detalha Plano Estratégico em Londres.
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, diretoria da Petrobras detalha Plano Estratégico em Londres.
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, diretoria da Petrobras detalha Plano Estratégico em Londres.
Roberto Castello Branco, presidente da Petrobras, diretoria da Petrobras detalha Plano Estratégico em Londres.

A Petrobras poderá adicionar vários bilhões de dólares em ativos ao seu ambicioso plano de desinvestimentos de cinco anos, disseram executivos nesta quarta-feira (04/12/2019), evidenciando a pressa da estatal petroleira para reduzir sua pesada dívida e alavancar o retorno aos investidores.

No Plano Estratégico 2020-2024 da empresa, divulgado na semana passada, a Petrobras afirmou que buscaria vender de 20 bilhões a 30 bilhões de dólares em ativos durante esse período, incluindo oito refinarias no Brasil, responsáveis por metade da capacidade de refino da empresa.

Durante apresentação nesta quarta-feira em Nova York, a empresa disse que poderá adicionar ativos da Bolívia ao plano de vendas, bem como sua participação na petroquímica Braskem (BRKM5), campos de petróleo em águas profundas e sua participação restante na BR Distribuidora (BRDT3).

Ao conversar com analistas e jornalistas, os executivos disseram que poderão incluir fatia do campo de Marlim, um dos maiores do Brasil, bem como sua participação majoritária no menor campo do Papa-Terra, ambos na Bacia de Campos.

Apresentação realizada em Nova York e Londres, nesta sexta-feira (06/12)

O presidente Roberto Castello Branco estimou que uma participação em Marlim poderia render entre 2 bilhões e 4 bilhões de dólares, enquanto a diretora financeira Andrea Almeida afirmou que a venda potencial de fatia na Braskem poderia levantar entre 2 bilhões e 3 bilhões de dólares.

“Os ativos extras que não estão incluídos no plano são a BR Distribuidora, a Braskem e outros ativos (de exploração e produção)”, disse Almeida, a jornalistas. “Isso é adicional ao plano de 20-30 bilhões de dólares.”

Os comentários indicam que a Petrobras ainda está bastante focada na venda de ativos, em uma tentativa de reduzir a dívida e aumentar o foco na área de pré-sal.

O maior volume de recursos do plano de desinvestimentos deverá vir das vendas de refinarias, afirmou mais cedo no Rio de Janeiro o diretor de Relações Institucionais da estatal brasileira, Roberto Ardenghy.

As primeiras quatro refinarias colocadas à venda já estão em fase vinculante no processo de desinvestimento, enquanto outras quatro deverão atingir essa etapa em cerca de dois meses, segundo a empresa.

O plano de negócios da companhia contém metas importantes para reduzir custos, reduzir dívidas e aumentar o retorno aos investidores.

Em 2021 a empresa planeja atingir 60 bilhões de dólares de dívida bruta, ante cerca de 90 bilhões de dólares registrados no último relatório trimestral, o que aumentará automaticamente a remuneração aos acionistas, em linha com a atual política de dividendos.

Como resultado dessas medidas, a empresa planeja aumentar seu valor de mercado em aproximadamente 45% até 2021, em grande parte por meio de cortes de custos e desinvestimento de ativos não essenciais, explicou Almeida.

*Com informações da Agência Reuters.

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