‘O Irlandês’, obra cinematográfica de Martin Scorsese, conta com Robert de Niro, Al Pacino e Joe Pesci; Filme está disponível na Netfilx

Narrativa do filme ‘O Irlandês’. Conhecido como ‘O Irlandês’, Frank Sheeran (Robert De Niro) é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente.

Narrativa do filme ‘O Irlandês’. Conhecido como ‘O Irlandês’, Frank Sheeran (Robert De Niro) é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente.

‘O Irlandês’, novo filme de Martin Scorsese foi lançado pela Netflix nesta quarta-feira (27/11/2019) e trata da família criminosa Bufalino e do famoso líder sindical Jimmy Hoffa, é o exemplar mais recente de um gênero que fascina plateias e cineastas há décadas.

Estudiosos da cultura pop dizem que isso não surpreende, dada a combinação de crime, família, violência e sonho americano que as histórias de Hollywood sobre a máfia oferecem.

“É um gênero que realmente toca aquele ponto fraco entre o fascínio pelo crime e uma série de dinâmicas familiares em comum”, disse David Schmid, editor de “Violência na Cultura Popular Americana” e professor-associado de Inglês na Universidade de Buffalo.

Estrelado por Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci, “O Irlandês” segue a tradição de produções como “Alma no Lodo”, de 1931, “O Poderoso Chefão” e “Os Sopranos”, que se saíram bem nas bilheterias e nas premiações.

Depois de críticas entusiasmadas, o retorno de Scorsese ao território ítalo-americano que explorou em “Os Bons Companheiros” e “Cassino” deve ser um dos favoritos ao Oscar do ano que vem.

“De muitas maneiras, a máfia tomou o lugar do faroeste como o grande épico americano”, opinou Robert Thompson, professor de cultura pop da Universidade de Syracuse.

“Trata-se do estabelecimento da fronteira urbana, ao contrário da fronteira geográfica, e também é uma grande história de imigração.”

Grandes famílias ítalo-americanas, muitas vezes reunidas ao redor de uma mesa repleta de massas, dão às plateias personagens fortes pelos quais torcer, mesmo que estejam do lado errado da lei.

Os filmes de máfia também dão uma reviravolta na história clássica do imigrante norte-americano que chega a um novo país e tem que se virar sozinho e trabalhar duro para conquistar seus objetivos, explicou Thompson.

Quando a série “Os Sopranos”, da HBO, introduziu um chefão com conflitos emocionais, aprofundou o universo moralmente ambíguo em que os mafioso vivem nas telas, mas que ajuda a torná-los tão cativantes.

Mas se a violência é uma parte essencial do pacote, muitas vezes ela é menos sangrenta do que em outros filmes de ação.

“Se fizessem um filme de máfia explicitamente violento, isso não seria tão popular com o público”, disse Schmid.

“O público iria preferir se envolver com o romantismo da narrativa imigrante por excelência na qual uma pessoa sai do nada e se torna um poderoso chefão.”.

*Com informações de Jill Serjeant, da Agência Reuters.

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