Feira de Santana: Mostra de Artes da Escola Antônio Borja, do Distrito de Maria Quitéria incentiva criatividade de estudantes

Mostra de Artes da Escola Antônio Borja.

Mostra de Artes da Escola Antônio Borja.

A criatividade e a beleza impressas nas obras de vários artistas brasileiros e até de um africano ganharam traços mais coloridos e contornos mais suaves na recriação dos estudantes da Escola Municipal Antônio Freitas Borja, do distrito de Maria Quitéria. Na última sexta-feira (13/12/2019),eles e suas professoras apresentaram numa grande mostra o resultado dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos desde o primeiro trimestre. A exposição ganhou o título “Cores, texturas e misturas”.

O secretário de Educação, Marcelo Neves, e sua equipe técnica estiveram no distrito e aproveitaram para visitar a mostra. “Tantos trabalhos bacanas, coloridos, cheios de expressividade… Ficamos encantados. E os alunos ainda apresentaram um relato oral sobre a vida de cada artista. Realmente muito bom”, disse Marcelo.

A partir do uso de material reciclado diverso, as crianças produziram maquetes, quadros e até brinquedos artesanais. Tudo inspirado na obra dos artistas. A coordenadora pedagógica da escola, Rivanir Alves Rios, contou que os alunos adoram trabalhar com arte. “Eles participam de todo o processo, a escolha dos artistas, o estudo sobre a vida e depois ficam felizes ao confeccionar os quadros ou maquetes e cartazes. Quando a gente monta tudo, dizem: ‘pró, agora ficou parecendo um museu’. E ainda trazem materiais reciclados de casa”.

Toda a escola participou da mostra – desde os grupos da Educação Infantil até o 5º ano. Cada turma com um ou dois artistas experimenta de maneira variada a obra singular e suas características, conhecendo não apenas os aspectos centrais daquele autor como também sua história de vida. “Isto permite que eles entendam ainda a relação do artista com sua comunidade, sua forma de enxergar o mundo”, atesta a professora de Artes, Manuela Cerqueira.

Dentre os escolhidos, estão os feirenses Juraci Dórea e Maristela Ribeiro, que ofereceram a oportunidade de reconhecer em suas obras o sertão, a pintura dos morrinhos, a paisagem de Feira de Santana e as características da xilogravura, entre outros elementos.

Candido Portinari, Tarsila do Amaral, Romero Brito, Ivan Cruz foram outros brasileiros estudados que encheram as paredes da escola de cor e movimento. Entre os internacionais, estão o norte-americano Jackson Pollock; o espanhol Juan Miró, e o africano Frédéric Bruly Bouabré (nascido na Costa do Marfim), este último permitiu uma relação direta com a formação do povo brasileiro e o estudo dos costumes que influenciaram os costumes na Bahia.

“Foi um trabalho belíssimo e o que é melhor: eles aprenderam muito. Além de estudar e se divertir com a arte, ainda conheceram o valor da reciclagem, já que deram nova vida a diversos objetos que, de maneira geral, não teriam melhor uso”, avalia a professora Manuela. As crianças também apresentaram números de dança.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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