Feira de Santana em História: Com as condecorações da Câmara Municipal | Por Adilson Simas

Registro de 1959 do Paço Maria Quitéria, sede da Prefeitura de Feira de Santana.
Registro de 1959 do Paço Maria Quitéria, sede da Prefeitura de Feira de Santana.
Registro de 1959 do Paço Maria Quitéria, sede da Prefeitura de Feira de Santana.
Registro de 1959 do Paço Maria Quitéria, sede da Prefeitura de Feira de Santana.

Até os anos 70, a Câmara Municipal de Feira de Santana dispunha apenas do título de “Cidadão Feirense” com o qual o legislativo distinguia pessoas com grandes serviços prestados a cidade, mas que aqui não nasceram.

O primeiro, quando o legislativo ainda funcionava no prédio da Prefeitura, foi concedido a Padre Mário Pessoa Bahiense da Silva e o autor da resolução foi o vereador Antônio Pinto, irmão de Chico Pinto, durante a IV Legislatura (1959/1962).

Padre Mário nasceu em Salvador, mas grande parte de sua vida foi dedicada a esta cidade. Homem santo, entre outras marcas, além de dar continuidade ao Asilo de Lourdes idealizado por Padre Ovídio, foi o criador do Dispensário de Santana.

Em 1979, na IX legislatura, a câmara instituiu a “Comenda Maria Quitéria”. Para distinguir personalidades com comprovadas ações em favor da cidade nos diversos setores. Além dos feirenses, também são laureados os não feirenses. Tipo aquela história: a personalidade não pode ter o título de Cidadão Feirense, mas faz jus a Comenda Maria Quitéria.

O autor foi o vereador Antônio Carlos Daltro Coelho e o escolhido para receber a primeira comenda foi o radialista Edival Souza, que dispensa comentários.

Em tempos idos, sessão especial da câmara para a entrega do título de “Cidadão Feirense” ou da “Comenda Maria Quitéria”, só acontecia de “caju em caju”, dada à rigidez que marcava a votação e aprovação das honrarias.

Aquele acontecimento mexia com toda a cidade. Povo, autoridades e os próprios vereadores disputavam espaço, sem falar que a filarmônica escalada, executado o Hino a Feira e seus belos dobrados, geralmente inaugurando farda nova.

O evento, que em tempo distante, só acontecia de “caju em caju”, passou a ser realizado quase que o ano inteiro, transformado em ato rotineiro da Casa, e muitas vezes quase sem a presença dos próprios vereadores.

Exceto em raros casos, muitas dessas sessões são realizadas apenas com a presença do presidente da casa, quando aparece, do vereador autor da proposta que termina comando o ato e o homenageado com seus convidados.

Acreditamos que os escolhidos, todos eles, são digno láureo. Por outro lado, não podemos esconder que nos dias atuais já não existe a mesma rigidez do passado na hora da indicação.

Mesmo com o título de “Cidadão Feirense” e a “Comenda Maria Quitéria” não mais motivando sessões com o mesmo brilho de antigamente, a Câmara continua criando outras condecorações que de tão abrangentes terminam diminuindo mais ainda o objetivo da Comenda Maria Quitéria, destinada às pessoas com serviços nas mais diversas áreas.

A propósito vale lembrar algumas honrarias e suas respectivas denominações, também concedidas pelos nossos vereadores:

Áureo Filho (pessoas com atuação na área educacional). Filinto Bastos (no poder judiciário), Padre Ovídio (ligadas a igreja católica), Godofredo Filho (ligadas às artes e as letras), Colbert Martins (ligadas a Maçonaria), Gastão Guimarães (médicos e profissionais ligados a Saúde). Tertuliano Santos (ligadas às músicas e composições) Armando Menezes (Servidores municipais dos dois poderes). Anápio Miranda (engenheiros e arquitetos) Enook Oliveira (ligadas às ciências contábeis).

Destaque também para a condecoração denominada Missionário Roderick (Pessoas ligadas às igrejas evangélicas), Dival Machado (concedida aos legisladores municipais no Dia do Vereador) Arnold Silva (concedida anualmente a profissionais e órgãos de comunicação pela cobertura dos trabalhos da Casa).

Por fim existe também entre as honrarias o Mérito Rotário, Zumbí dos Palmares, Certificado Verde e Certificado de Excelência e outras.

*Adilson Simas, jornalista, atua em Feira de Santana.

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