Em 2018, esperança de vida ao nascer era de 73,9 anos na Bahia, diz IBGE

Gráfico do IBGE apresenta dados de 2018 sobre expectativa da vida do brasileiro ao nascer.

Gráfico do IBGE apresenta dados de 2018 sobre expectativa da vida do brasileiro ao nascer.

Uma pessoa nascida na Bahia em 2018 tinha a expectativa de viver, em média, até os 73,9 anos de idade (73 anos, 10 meses e 24 dias). Isso significava 2 meses e 12 dias a mais que aquelas nascidas em 2017, quando a esperança de vida ao nascer, no estado, era de 73,7 anos (73 anos, 8 meses e 12 dias). O aumento na expectativa de vida das pessoas nascidas na Bahia entre 2017 e 2018 foi o mesmo estimado na passagem de 2016 para 2017.

Para os homens baianos, a expectativa de vida ao nascer passou de 69,3 anos em 2017 (69 anos, 3 meses e 18 dias) para 69,5 anos em 2018 (69 anos e 6 meses), com um ganho de pouco mais de 2 meses nesse período (2 meses e 12 dias). Já as mulheres baianas nascidas em 2018 tinham a expectativa de viver em média 78,7 anos (78 anos, 8 meses e e 12 dias) 3 meses e 18 dias a mais do que as nascidas em 2017, quando a expectativa de vida era de 78,4 anos.

Assim, uma menina nascida em 2018 na Bahia tinha a expectativa de viver pouco mais de 9 anos a mais que um menino nascido no mesmo ano (mais 9 anos, 2 meses e 12 dias). E a esperança de vida ao nascer feminina cresceu um pouco mais que a masculina no estado, em relação a 2017.

Apesar dos avanços, a esperança de vida ao nascer na Bahia em 2018 (73,9 anos) continuava menor que a média nacional (76,3 anos) e por pouco não estava entre as dez mais baixas do país, mantendo-se em com o 11º menor indicador nesse ranking, muito pouco acima de Tocantins (que, no indicador arredondado, também tem esperança de vida ao nascer de 73,9 anos).

Dentre os estados do Nordeste, a esperança de vida ao nascer na Bahia era menor que no Ceará (74,3 anos), em Pernambuco (74,6 anos) e no Rio Grande do Norte (76,2 anos), que, tinha a maior esperança média de vida ao nascer da região, quase igual à média nacional (76,3 anos)

Em 2018, a maior esperança média de vida ao nascer do país continuava a ser a de Santa Catarina, tanto para o total da população (79,7 anos) quanto para mulheres (83,0 anos) e homens (76,4 anos) separadamente.

O Espírito Santo vinha em segundo lugar para ambos os sexos (78,8 anos) e para as mulheres (82,8 anos), enquanto São Paulo ficava com a segunda maior esperança média de vida ao nascer para os homens (75,6 anos) e a terceira maior considerando os dois sexos em conjunto (78,6 anos).

Bahia mantém a segunda maior diferença na esperança de vida entre mulheres e homens

No país como um todo e em todos os estados, as mulheres têm uma esperança de vida ao nascer maior que a dos homens. Isso é reflexo, em grande parte, da maior mortalidade de homens jovens, principalmente por causas não naturais. E há desigualdades regionais marcantes.

A Bahia se manteve, em 2018, como o segundo estado com a maior diferença na esperança de vida ao nascer entre mulheres e homens (9,2 anos a mais para elas), menor apenas que a verificada em Alagoas (9,5 anos) e maior que a média nacional (7,1 anos).

Todos os estados nordestinos têm diferenças entre as esperanças de vida ao nascer de mulheres e homens maiores que a do Brasil como um todo.

No outro extremo, Roraima (com uma vantagem de 5,1 anos a mais para as mulheres), Amapá (5,3 anos) e Minas Gerais (5,7 anos) tinham as menores diferenças por sexo na esperança de vida ao nascer, em 2018.

As esperanças de vida ao nascer para o total da população e por sexo, para todos os estados e o Brasil, estão nos três gráficos a seguir.

Na Bahia, uma pessoa de 65 anos tem a expectativa de viver até os 83, sobrevida das mulheres é quase 4 anos maior que a dos homens

Uma pessoa idosa que tivesse 65 anos na Bahia em 2018 tinha esperança de viver mais, em média, 18,2 anos (18 anos, 2 meses e 12 dias), chegando aos 83,2 anos (83 anos, 2 meses e 12 dias).

Esse indicador ficou relativamente próximo à média nacional (de 18,8 anos de sobrevida, chegando a 83,8 anos de idade) e praticamente não variou em relação a 2017, quando era de mais 18,1 anos (18 anos, 1 mês e 6 dias).

O ganho muito discreto na Bahia de um ano para o outro se reproduziu tanto para homens quanto para mulheres, mantendo a vantagem feminina nesse indicador de longevidade.

Em 2018, um idoso de 65 anos no estado tinha a expectativa de viver mais 16,2 anos (16 anos, 2 meses e 12 dias), frente a mais 16,1 anos em 2016, chegando, portanto, aos 81,2 anos (81 anos, 2 meses e 12 dias). Já para as idosas de 65 anos, a sobrevida em 2018 era estimada em mais 20,0 anos, frente a 19,9 anos em 2017. Elas tinham, portanto, a expectativa de chegar aos 85,0 anos – quase 4 anos a mais que os homens.

Para os idosos com 65 anos de idade em 2018, a maior expectativa de sobrevida se manteve no Espírito Santo: mais 20,4 anos no total, sendo mais 18,4 anos para os homens e mais 22,2 anos para as mulheres. No outro extremo, Rondônia apresentou a mais baixa expectativa de vida aos 65 anos em geral (mais 16,1 anos) e entre as mulheres (mais 17,3 anos). Considerando apenas os homens de 65 anos ou mais de idade, a menor sobrevida estava no Piauí (14,7 anos).

Entre 1980 e 2018, chance de uma pessoa de 60 anos chegar aos 80 na Bahia cresceu quase 90% (+89,8%)

A diminuição da mortalidade nas idades mais avançadas fez com que a probabilidade de sobrevivência entre 60 e 80 anos de idade tivessem aumentos consideráveis entre 1980 e 2018, em todos os estados.

Na Bahia a probabilidade de uma pessoa de 60 anos chegar aos 80 aumentou 89,8% nesse período. Em 1980, cerca de 3 em cada 10 idosos (304 a cada mil) viveriam até os 80 anos de idade; em 2018, esse número chegou perto de 6 em cada 10: 577 por mil pessoas de 60 anos ou mais de idade devem viver até os 80. Isso representou uma redução média de 273 mortes por mil idosos, em 28 anos.

Foi um aumento de sobrevida proporcionalmente maior que a média nacional. No Brasil como um todo, a probabilidade de um idoso de 60 anos chegar aos 80 passou de 344 por mil em 1980 para 599 por mil em 2018, crescendo 74,1%, o que representou menos 255 mortes por mil no período.

Em 2018, Espírito Santo (651 por mil), Santa Catarina (646 por mil) e Distrito Federal (646 por mil) tinham as maiores probabilidades de idosos viverem dos 60 aos 80 anos. No outro extremo, Rondônia era o único estado em que nem metade dos idosos tinham essa sobrevida (492 por mil). Em seguida, vinham Piauí (510 por mil) e Maranhão (511 por mil).

Em todos os estados, a longevidade entre os idosos era maior para as mulheres do que para os homens em 2018, e a Bahia tem a maior diferença por sexo nesse indicador. Enquanto 656 em cada mil idosas baianas em 2018 deverão chegar aos 80 anos, 489 em cada mil homens idosos no estado têm a mesma probabilidade, ou seja, 167 a menos, o que dava às mulheres de 60 anos na Bahia uma chance de sobrevida 34,2% maior que a dos homens.

Na Bahia a cada mil crianças nascidas, 16,0 morrem antes de completar 1 ano de idade

A taxa de mortalidade infantil na Bahia, em 2018, foi estimada em 16,0 por mil, ou seja, para cada mil crianças nascidas vivas, 16,0 morreriam antes de completar 1 ano de vida.

A probabilidade de um bebê morrer antes de fazer 1 ano no estado (16,0 por mil) manteve-se significativamente superior à do Brasil (12,4 por mil). O indicador mostra, entretanto, uma tendência progressiva de redução e deixou de ser o 8º mais elevado do país, caindo para 9º no ano passado, superado pela taxa de mortalidade infantil estimada para Mato Grosso (16,1 por mil).

Em 2018, a menor taxa de mortalidade infantil continuou sendo a do Espírito Santo (8,3 óbitos para cada mil nascidos vivos), e a maior, do Amapá (22,8 por mil).

Dos estados do Nordeste, apenas Pernambuco, com uma taxa de 11,7 mortes por mil nascidos vivos, ficou ligeiramente abaixo da média nacional, todos os demais apresentaram taxas maiores que a do Brasil (12,4 por mil). Dentre os nove estados da região, a Bahia tem a quarta maior estimativa de mortalidade infantil, menor apenas que as verificadas em Maranhão (19,4 mortes por mil nascidos vivos), Piauí (18 por mil) e Alagoas (17,4 por mil).

A mortalidade das crianças menores de 1 ano é um importante indicador das condições socioeconômicas de uma região. Mesmo estados com taxas baixas para o padrão brasileiro, como Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo (todos com menos de 10 mortes por mil nascidos vivos) estão muito longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo.

Japão e Finlândia, por exemplo, apresentam taxas de 1,8 e 1,7 morte por mil nascidos vivos, respectivamente (período de 2015 a 2020). Entre os países que compõem os BRICS, para o mesmo período, a China tem uma mortalidade infantil estimada em 9,9 por mil nascidos vivos; a Rússia, de 5,8 por mil; a Índia, de 32,0 por mil; e a África do Sul, de 27,2 por mil.

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