Violência se espalha por Novos Territórios de Hong Kong no 24º fim de semana de protestos

China pede leis de segurança severas para acabar com protestos em Hong Kong.China pede leis de segurança severas para acabar com protestos em Hong Kong.
China pede leis de segurança severas para acabar com protestos em Hong Kong.

China pede leis de segurança severas para acabar com protestos em Hong Kong.

A polícia disparou gás lacrimogêneo e canhões de água para interromper protestos enquanto ativistas bloqueavam estradas e destruíam shopping centers nos Novos Territórios de Hong Kong e na península de Kowloon, neste domingo (10/11/2019), durante o 24º fim de semana consecutivo de manifestações contra o governo.

Manifestantes gritavam contra abusos da “polícia negra” onde quer que os policiais aparecessem, referindo-se à brutalidade percebida contra protestos na cidade governada pela China, que não mostra sinais de arrefecimento após mais de cinco meses de atos.

Manifestantes pró-democracia vandalizaram uma estação de trem na localidade central de Sha Tin e um restaurante visto como sendo pró-Pequim, derrubando mesas e quebrando painéis de vidro, duas semanas antes das eleições para o conselho distrital.

A violência se espalhou pelas ruas de Tuen Mun, do lado de fora do shopping “V city”, com batalhas entre policiais e manifestantes.

A TV mostrou imagens de um vergão e uma contusão no braço de uma de seus repórteres, que disse ter sido atingida por um cartucho de gás lacrimogêneo em Tsuen Wan, a oeste dos Novos Territórios, onde a polícia disparou gás lacrimogêneo para liberar as ruas.

A estação ferroviária foi fechada em Sha Tin, em meio a brigas entre policiais e manifestantes jovens e idosos, em um dia de protestos planejados em shopping centers em todo o território. Os distritos comerciais do outro lado do porto, na ilha principal, estavam silenciosos.

Os manifestantes estão irritados com o que consideram brutalidade policial e intromissão de Pequim nas liberdades da ex-colônia britânica, garantida pela fórmula “um país, dois sistemas” desde que o território retornou ao domínio chinês em 1997.

A China nega interferir e tem culpado os países ocidentais por incitar problemas.

*Com informações de Jessie Pang e Joyce Zhou, da Agência Reuters.

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About the Author

Carlos Augusto
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).