Salvador: A segunda tarde do FLIN foi dedicada a debates sobre releituras da literatura contemporânea

Mesa Releituras Visuais de Paisagens de Terceira Margem, Shiko e Hugo Canuto, mediados por Cristiele França, discutiram o papel das histórias em quadrinhos no combate ao racismo e intolerância religiosa.

Mesa Releituras Visuais de Paisagens de Terceira Margem, Shiko e Hugo Canuto, mediados por Cristiele França, discutiram o papel das histórias em quadrinhos no combate ao racismo e intolerância religiosa.

A tarde desta quarta-feira (13/11/2019) foi de resistência no Festival Literário Nacional (FLIN). Através de debates sobre literatura, música, cinema e religiosidade os convidados do Flin debateram sobre meios de literatura não canônicas e as diversas formas de ler o mundo.

O primeiro bate-papo da tarde foi Releituras Poéticas do mundo, com o Slammer Kuma França e a Slammer Bell Puãn. A partir de uma conversa sobre literatura marginal, os participantes, mediados por Luciany Aparecida, falaram um pouco sobre como a poesia pode fazer com que algumas estruturas opressivas sejam rompidas. “Usar a literatura como instrumento da população negra de contar nossa história através da nossa própria voz. Poesia atravessa cor, raça, gênero e classe social” frisou Bell Puã.

Já na mesa Releituras Visuais de Paisagens de Terceira Margem, Shiko e Hugo Canuto, mediados por Cristiele França, discutiram o papel das histórias em quadrinhos no combate ao racismo e intolerância religiosa. “É isso o que eu acho que o quadrinistas tem que fazer, contar essa diversidade que o Brasil tem”, afirmou Hugo Canuto.

E, encerrado os debates da tarde, Jamile Coelho e Rodrigo Felha foram mediados por Thiago Gomes no bate-papo outras conversas sobre os jeitos do Brasil. Onde os cineastas se reuniram para conversar sobre como o contexto social brasileiro interfere em suas produções. Para Rodrigo, o cinema funciona como meio de construir outras narrativas sobre territórios periféricos “o audiovisual é uma ferramenta que a gente pode falar o que quiser como quiser”.

O Flin, que acontece no ginásio poliesportivo de Cajazeiras, se encerra na sexta-feira (15) e, até lá, convida o público para pensar e repensar diversas formas de ler o mundo.

Flin é abreviação do Festival Nacional Literário (Flin): Diversas Leituras & Novos Caminhos – projeto realizado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria de Cultura (SecultBA), através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA).  O Festival conta com a parceria das secretarias de Administração (SAEB), através da Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC); de Comunicação (SECOM); de Educação (SEC); de Meio Ambiente (SEMA); de Saúde (SESAB), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (HEMOBA); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SINEBAHIA) e da Superintendência  dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Promoção da Igualdade Social (SEPROMI); de Tecnologia e Ciência (SECTI); de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) e de Turismo (SETUR),através da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), além da Defensoria Pública do Estado da Bahia; da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA)do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

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