Presidente Donald Trump notifica ONU sobre saída dos EUA do acordo de clima de Paris

Donald J. Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

Donald J. Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

O governo Trump notificou formalmente a Organização das Nações Unidas de que retirará os Estados Unidos do Acordo de Paris, o primeiro passo formal de um processo de um ano para sair do pacto global de combate às mudanças climáticas, confirmou o secretário norte-americano de Estado, Mike Pompeo, nesta segunda-feira (05/11/2019).

Os Estados Unidos, maior emissor histórico de gases de efeito estufa do mundo, se tornaram o único país fora do acordo, em decisão que o presidente Donald Trump prometeu para impulsionar as indústrias de petróleo, gás e carvão dos EUA.

“Os EUA têm orgulho do nosso recorde como líder mundial em reduzir todas as emissões, promover resiliência, desenvolver nossa economia e garantir energia para nossos cidadãos. O nosso é um modelo realista e pragmático”, afirmou Pompeo no Twitter.

A carta do Departamento de Estado ao secretário-geral da ONU, António Guterres, iniciou um processo que será concluído um dia após a eleição presidencial dos EUA em 2020, em 4 de novembro de 2020.

Grupos ambientalistas disseram esperar que Trump seja derrotado em 2020 por um rival que se junte novamente ao acordo com novas metas ousadas.

“O próximo presidente precisará se unir imediatamente ao acordo e se comprometer com a rápida e abrangente transformação para energia limpa que as emergências climáticas exigem”, disse Jean Su, diretor de energia do Centro de Diversidade Biológica.

O governo Obama colocou os Estados Unidos no pacto de 2015, prometendo um corte de 26% a 28% nas emissões de gases de efeito estufa dos EUA até 2030 em relação aos níveis de 2005.

Trump fez campanha com a promessa de rescindir esse acerto, dizendo que isso prejudicaria a economia dos EUA e deixaria outros grandes poluidores como a China aumentarem as emissões.

Mas ele foi obrigado pelas regras da ONU a esperar até 4 de novembro de 2019 para registrar os documentos de saída.

“O que não faremos é punir o povo americano e enriquecer os poluidores estrangeiros”, disse Trump em uma conferência do setor de gás de xisto na Pensilvânia, em 23 de outubro.

Todos os principais pré-candidatos democratas que tentam derrubar Trump nas eleições do ano que vem prometeram voltar novamente ao Acordo de Paris se vencerem. Mas a retirada de Trump de Paris ainda poderia deixar uma marca duradoura, disse Andrew Light, membro sênior do World Resources Institute e ex-consultor do enviado climático dos EUA sob o presidente Barack Obama.

“Embora atenda às necessidades políticas do governo Trump, perderemos muita tração em relação à influência dos EUA globalmente”, disse ele, acrescentando que pode levar tempo para a comunidade internacional “confiar nos EUA como um parceiro consistente”.

Até sua saída formal, os EUA continuarão participando das negociações sobre os aspectos técnicos do acordo, representados por uma pequena equipe de autoridades do Departamento de Estado.

Os Estados Unidos e a China, os dois maiores emissores de carbono do mundo, lideraram recentemente as negociações do “livro de regras” de Paris que descreve as regras de transparência e relatórios para os signatários.

*Por Reuters Staff , da Agência Reuters.

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