Petroleiros farão manifestação na RLAM

Vista da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe em São Francisco do Conde.
Vista da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe em São Francisco do Conde.
Vista da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe em São Francisco do Conde.
Vista da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe em São Francisco do Conde.

Nesta segunda-feira (25/11/2019), petroleiros da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, vão se reunir a partir das 7 horas para protestar contra a política de venda de ativos da Petrobrás, que inclui a refinaria baiana, e de precarização das condições de trabalho que vem sendo promovida pela atual diretoria da companhia. A manifestação vai acontecer até às 10h. Após o ato, os petroleiros vão se dirigir ao Hemoba, em Salvador, para doar sangue, em celebração ao Dia Nacional de Doação de Sangue.

O ato na RLAM e a doação de sangue no Hemoba fazem parte de uma série de ações que vão ser promovidas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em todo o Brasil até o dia 29 de novembro para chamar a atenção da sociedade sobre os riscos da atual política de demissões e transferências em massa e de venda de ativos da Petrobrás para o bolso do consumidor, para o meio ambiente e para os trabalhadores em geral.

A mobilização tem como mote a #petrobrasnaveia, e nesta segunda acontecerá também no Rio de Janeiro, em Campinas, em Recife e em Curitiba.

A campanha #petrobrasnaveia está nas redes sociais para chamar a atenção da população para o desmonte da Petrobrás, e adota a cor laranja, a mesma dos macacões dos petroleiros da companhia.

Pleitos

A FUP anunciou a mobilização por tempo determinado (5 dias), sem comprometimento do abastecimento de petróleo e combustíveis do País, para cobrar da Petrobrás o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Além de demissões e transferências em massa, a diretoria da Petrobrás incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens. Tais ações, além de ferir cláusulas do acordo, podem atingir diretamente interesses da sociedade, por aumentarem o desemprego e precarizarem as condições de trabalho nas instalações da companhia, aumentando o risco de acidentes. Além disso, a atual política de preços da Petrobrás vem prejudicando o consumidor, promovendo constantes aumentos no preço dos combustíveis, o que deverá ser ampliado com a venda de ativos importantes da empresa, como as refinarias.

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