Manchas de óleo aparecem no Delta do rio Parnaíba, litoral do Piauí; Marinha disponibiliza navio para reforçar equipes

Manchas de petróleo aparecem no Delta do rio Parnaíba.
Manchas de petróleo aparecem no Delta do rio Parnaíba.
Manchas de petróleo aparecem no Delta do rio Parnaíba.
Manchas de petróleo aparecem no Delta do rio Parnaíba.

Novas manchas de óleo foram avistadas neste sábado (16/11/2019) na região do Delta do Rio Parnaíba, região na divisa entre os estados do Maranhão e Piauí. De acordo com a Capitania dos Portos local, homens da Marinha foram deslocados para a região a fim de verificar a quantidade do material e iniciar os trabalhos de limpeza das praias.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o litoral do Piauí tem quatro pontos onde foram encontrados vestígios esparsos de óleo. O número consta no balanço mais recente divulgado pelo órgão, atualizado ontem (15), às 12h.

Devido ao aparecimento das manchas, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí (Semar) comunicou que toda a orla da Praia de Atalaia, localizada em Luís Correia, está imprópria para banho.

As manchas de óleo têm poluído o litoral do Nordeste brasileiro desde o início de setembro. Segundo a Polícia Federal (PF),  uma embarcação grega é suspeita de ter causado o derramamento de óleo, que já atingiu mais de 250 praias nordestinas brasileiras.  A embarcação grega teria atracado em 15 de julho na Venezuela, onde ficou por três dias antes de seguir para Singapura, via África do Sul.

As investigações contaram com a participação da Marinha, do Ministério Público Federal, do Ibama, da Agência Nacional do Petróleo, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, além de uma empresa privada do ramo de geointeligência.

Dessa forma foi possível localizar a mancha inicial do óleo, a 700 km da costa brasileira (em águas internacionais), de extensão ainda não calculada. A partir da localização da mancha inicial, foi possível estimar que o derramamento deve ter ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho. Fazendo uso de técnicas de geociência, foi possível chegar “ao único navio petroleiro que navegou pela área suspeita”, naquela data, segundo a PF.

Marinha disponibiliza navio para reforçar equipes no Delta do rio Parnaíba

Após a detecção de novas porções de óleo na região do Delta do Rio Parnaíba, na divisa entre Maranhão e Piauí, um navio da Marinha passa, a partir de hoje (17), a auxiliar as equipes na busca e no recolhimento dos resíduos lançados ao mar. A substância tornou a aparecer neste sábado (16), levando as autoridades a recomendar que os banhistas evitem o contato com a água.

Emissor de boletins diários, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que o vazamento já tenha afetado dez estados, 115 municípios e 625 localidades. As manchas de óleo são observadas em 19 pontos do país. Os vestígios, quando o nível de contaminação é de até 10%, já totalizam 354 ocorrências.

O Ibama também tem divulgado diariamente relatórios que mostram o impacto do vazamento na fauna. Ao todo, foram encontrados 140 animais oleados, ou seja, com o corpo coberto parcial ou integralmente por petróleo, dos quais 100 morreram.

Em nota, a Marinha destaca que, até o momento, contribuiu com a designação de 5.615 militares para a missão, além de ter disponibilizado 37 navios e 11 aeronaves. Na mensagem, informa ainda que compõem a equipe 5 mil militares do Exército, 74 servidores do Ibama, 55 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 3.873 da Defesa Civil e 440 funcionários da Petrobras.

“De acordo com o levantamento feito pelo Ibama, foram contabilizadas, aproximadamente, 4.500 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias nordestinas, até o dia de hoje. A contagem desse material não inclui somente óleo, mas também é composta por areia, lonas, EPI [Equipamento de Proteção Individual] e outros materiais utilizados na coleta. O descarte é feito pelas secretarias de Meio Ambiente dos estados”, acrescenta a nota, divulgada na noite de ontem.

Poluição

A poluição do litoral do Nordeste brasileiro por manchas de óleo foi constatada no início de setembro. Segundo a Polícia Federal (PF), uma embarcação grega é suspeita de ter causado o derramamento de óleo, que já atingiu mais de 250 praia. A embarcação grega teria atracado em 15 de julho na Venezuela, onde permaneceu por três dias, antes de seguir para Singapura, pela África do Sul.

As investigações permitiram identificar que a mancha inicial do óleo, cuja extensão ainda não foi calculada, se encontrava a 700 quilômetros da costa brasileira (em águas internacionais). Devido à  localização do volume original, especialistas que trabalham no caso acreditam que o derramamento deve ter ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho. Conforme a Polícia Federal, ao utilizar técnicas de geociência, foi possível o reconhecimento do “único navio petroleiro que navegou pela área suspeita” naquela data.

Pela primeira vez, um vazamento de óleo registrado no Nordeste chegou até o litoral do Sudeste. O episódio foi confirmado também pela Marinha, no último dia 9.

A instituição esclareceu que foram encontrados e recolhidos pequenos fragmentos de óleo na praia de Guriri, no município de São Mateus, no Espírito Santo. As amostras da substância foram encaminhadas para o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, que confirmou ser o mesmo óleo encontrado no Nordeste.

*Com informações da Agência Brasil.

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