Feira de Santana: Estudantes da Escola Célida Soares concluem projeto de robótica com quatro protótipos criativos

Desperdício de água dentro de casa é um tema bem explorado há algum tempo. Em 2014, a Organização das Nações Unidas, ONU, já dizia que um banho de 15 minutos, sem fechar o registro, gasta mais água do que a quantidade considerada ideal por pessoa em um dia inteiro.
Desperdício de água dentro de casa é um tema bem explorado há algum tempo. Em 2014, a Organização das Nações Unidas, ONU, já dizia que um banho de 15 minutos, sem fechar o registro, gasta mais água do que a quantidade considerada ideal por pessoa em um dia inteiro.
Desperdício de água dentro de casa é um tema bem explorado há algum tempo. Em 2014, a Organização das Nações Unidas, ONU, já dizia que um banho de 15 minutos, sem fechar o registro, gasta mais água do que a quantidade considerada ideal por pessoa em um dia inteiro.
Desperdício de água dentro de casa é um tema bem explorado há algum tempo. Em 2014, a Organização das Nações Unidas, ONU, já dizia que um banho de 15 minutos, sem fechar o registro, gasta mais água do que a quantidade considerada ideal por pessoa em um dia inteiro.

O desperdício de água dentro de casa é um tema bem explorado há algum tempo. Em 2014, a Organização das Nações Unidas, ONU, já dizia que um banho de 15 minutos, sem fechar o registro, gasta mais água do que a quantidade considerada ideal por pessoa em um dia inteiro. E, por mais incrível que pareça, ainda existe quem não tenha o hábito de fechar o chuveiro na hora de se ensaboar.

Foi com base nessa situação específica que os estudantes da Escola Municipal Célida Soares Rocha, do Bairro Rua Nova, desenvolveram um chuveiro inteligente. O objeto conta com um sensor de presença, ou seja: assim que a pessoa sai debaixo do chuveiro é interrompido o fluxo d´água, proporcionando economia de maneira instantânea e automática. E esse foi apenas um dos objetos construídos por eles.

Desde julho, os estudantes de 3º e 5º ano da unidade ensino estão envolvidos com o projeto STEM – iniciais para as palavras Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em inglês – com foco em robótica. A iniciativa é da Belgo Bekaert Arames, através da Fundação ArcelorMittal, com o apoio da Secretaria Municipal de Educação.

Na tarde desta quarta-feira, 13, os alunos apresentaram suas construções durante o projeto e ainda participaram de uma divertida batalha entre robôs – que também tiveram boa parte de sua estrutura projetada por eles próprios. O momento marcou o encerramento do projeto.

Uma vez por semana, esses estudantes assistiram a aulas sobre programação, montagem de protótipos e outras temáticas vinculadas à robótica, oferecidas por professores da empresa Genius Robótica Educacional, que funciona na Faculdade Católica Paulista. A empresa foi responsável pela implementação da Plataforma Educação Científica do projeto.

Além do chuveiro, os estudantes também foram responsáveis pela construção de um sensor de umidade que indica quando a terra deve ser molhada ou já está suficientemente irrigada; e por uma bengala virtual – um par de óculos equipado com um sensor ultrassônico que consegue detectar barreiras a determinadas distâncias e que pode auxiliar a deficientes visuais.

Proposta Interdisciplinar

Paulo Tarso, que foi um dos professores responsáveis pela condução pedagógica do projeto, destaca o caráter interdisciplinar dessa iniciativa. “Eles estudaram programação e montagem, mas também interpretação de texto. A partir do momento que tinham que entender o que os projetos que trazíamos exigiam deles. Estudaram inglês, por que muitas peças são importadas, e também a linguagem usada na programação”.

A sustentabilidade também foi algo pontual durante a execução do projeto. Muitos dos materiais utilizados pelos estudantes tinham o lixo como destino. Foi nas aulas de robótica que eles encontraram outra utilidade. “Principalmente o sensor de umidade. Nele, a gente trabalha muito com a ‘cultura maker’, ou seja, ‘faça você mesmo’, que propõe desenvolver soluções para os problemas cotidianos com o que se tem em mãos”.

Paulo destaca sua sensação de gratificação com os resultados alcançados nesse período. “Nossa perspectiva de trabalho foi sempre inclusiva. O aluno teve autonomia, sempre esteve à frente do processo. É muito gratificante por estarmos trabalhando com algo de ponta na educação, numa escola de subúrbio, pública, onde existem certas dificuldades sociais”, complementa.

Para Ana Cláudia Bastos Silva, diretora da Célida Soares, o projeto cumpriu o compromisso do governo do prefeito Colbert Martins Filho com a educação e deixou uma semente positiva na vida dos alunos. “Foi algo que eu disse a eles. ‘Esse aprendizado vai ficar pra vida. O que a gente aprende aqui, pode ajudar numa profissão. A gente tá dando essa oportunidade, vocês têm que aproveitar’, e eles se envolveram muito. Era nítida a empolgação”.

João Guilherme da Silva, de 9 anos, do 3º ano, é um desses alunos. Junto com seus colegas, ele criou o sensor de umidade. “As pessoas que moram na zona rural podem usar para saber a hora certa de regar as plantas”, explica. Ele conta que sempre gostou de robótica; pensava em ser “jogador de futebol ou um cientista, inventor”. “Aí me disseram que existem campeonatos de robótica e que eu poderia ser os dois ao mesmo tempo”. E é esse o caminho que ele pretende trilhar.

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