Feira de Santana: Estudantes da Educação de Jovens e Adultos expõem seus melhores projetos na 3ª edição do EJA em Foco

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Projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandão.
Projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandão.
Projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandão.
Projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandão.

Para as novas gerações, a maneira mais comum de se tratar uma gripe, resfriado ou até mesmo uma tosse é a partir do uso de medicamentos farmacêuticos. Mas quem viveu tempos menos industrializados traz consigo uma bagagem de conhecimento natural. O projeto Plantas Medicinais, da Escola Municipal Ana Brandão, mantida pela Prefeitura de Feira de Santana no Bairro Tomba, dá destaque a estes saberes.

E ele foi apresentado ao público no último sábado, 9, durante a 3ª edição do Projeto EJA em Foco. O evento aconteceu na Secretaria Municipal de Educação, com a participação de 200 estudantes e professores de 20 escolas.

A umburana é um exemplo dessas plantas que têm função medicinal – mais especificamente suas sementes. O chá feito a partir delas pode ser usado para combater os sintomas de gripes ou resfriados. Já a bebida preparada com a folha de sene tem efeito laxativo e pode ajudar a regular o intestino. Entretanto, seu uso deve ser regulado e não repetitivo, pois ele também pode causar alterações intestinais.

O projeto foi desenvolvido pelas turmas de estágio I e II da Educação de Jovens e Adultos da unidade de ensino. Seu objetivo inicial era trabalhar durante as aulas algo que fizesse parte do dia a dia daqueles estudantes – maioria deles, idosos.  “Queríamos valorizar o conhecimento tradicional deles, e deu certo”, destaca a professora Maria das Graças Ferreira da Silva, coordenadora do projeto.

Eles apresentaram os resultados da iniciativa para os colegas da Ana Brandoa. “Muitos colegas não conheciam os aspectos medicinais de várias das plantas que eles trouxeram para o desenvolvimento do projeto; tanto os jovens quanto os professores. Existem também especificações acerca de quantidade, efeitos colaterais, e eles conhecem tudo isso. Por isso, deu tão certo”, complementa a professora Maria das Graças.

Dona Cleusa Silva dos Santos, estudante da EJA daquela unidade de ensino, conta que tem o hábito de ingerir chás para se acalmar. Para ela, é importante que se fale sobre esses conhecimentos tradicionais. “Muitas pessoas conhecem a planta, mas não os benefícios que elas trazem para a saúde. Então, a gente divulgando, aumenta o acesso de todos”, acredita.

Os projetos trazidos pelos estudantes da EJA para o evento são iniciativas que tiveram bons resultados quando apresentados anteriormente em suas respectivas unidades de ensino. A Escola Municipal Ester da Silva Santana apresentou maquetes e réplicas de monumentos de Feira de Santana; a Escola Municipal 15 de Novembro expôs um banner com a temática “Cultura Popular: Empoderamento Negro”; o Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim trouxe o seu Jornal da EJA; entre outros.

O EJA em Foco

O objetivo do Projeto EJA em Foco, iniciativa do Governo do prefeito Colbert Martins Filho, é contribuir para a formação integral dos sujeitos da EJA, a partir de parcerias que extrapolem os muros das escolas; oferecer serviços socioeducativos a esses estudantes e socializar suas experiências exitosas buscando a ressignificação dos seus saberes.

A iniciativa surgiu a partir das demandas apresentadas pelos professores da Educação de Jovens e Adultos durante os encontros formativos realizados em 2017. O encontro também é uma forma de colaborar com o cumprimento dos sábados letivos a partir de uma proposta socioeducativa.

A terceira edição contou com oficinas de sucos detox e cuidados com a pele, oferecidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Senac; educação tecnológica, ministrada pelo Núcleo de Tecnologias Educacionais da Seduc, Nutec; higiene bucal; aromatizador de ambiente, turbante, brincos, pulseiras e tiaras, automaquiagem, além de serviços de corte de cabelo e aferição de pressão arterial.

Para Marly Damasceno, professora e uma das coordenadoras da EJA, membro da organização da atividade, o evento cumpriu bem o seu papel de dar visibilidade às ações dos alunos. “Contamos com um grande envolvimento deles. Reunimos mais de 200 estudantes de 20 escolas. Ficamos muito satisfeitas ao ver a alegria estampada na cara deles por participar dessas ações educativas e apresentarem seus trabalhos, desejando mesmo estar ali”, comemora.

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