Deputado Valmir Assunção repudia atos de violência e reintegração de posse em acampamentos do MST em Casa Nova e Juazeiro

Deputado Valmir Assunção protesta contra desocupação de assentamento do MST.
Deputado Valmir Assunção protesta contra desocupação de assentamento do MST.
Deputado Valmir Assunção protesta contra desocupação de assentamento do MST.
Deputado Valmir Assunção protesta contra desocupação de assentamento do MST.

A segunda-feira (25/11/2019) foi de terror para as mais de 700 famílias sem-terra do Vale do São Francisco que trabalham em acampamentos nos municípios de Juazeiro e Casa Nova – devido a uma ação violenta de despejo e reintegração de posse das áreas ocupadas de perímetro irrigado. Essas famílias tiveram suas casas destruídas, existe ameaça de destruição de suas plantações, e durante a resistência dos acampados houve confronto e ação truculenta das polícias Federal e Militar, deixando pessoas feridas e intimidadas.

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), que acompanha o caso, repudiou os atos violentos e também criticou a reintegração de posse. “Essas famílias estão nestes locais, chamados de perímetros irrigados, por acordo com os governos, a área que era da Codevasf foi cedida para o povo produzir seu alimento e ter sua renda ao vender os produtos. São milhares de hectares de produções de frutas, verduras e cereais que abastecem toda a região”, diz.

Um documento da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, assinado pelo presidente, deputado Helder Salomão (PT-ES) e pelo baiano Valmir Assunção denuncia e pede providência sobre a ação truculenta na Bahia que violou os direitos das famílias. A denúncia foi encaminhada para a subprocuradora-geral da República, Deborah Macedo Duprat, e aponta relatos que “os policiais chegaram atirando contra os acampamentos, utilizando bombas de fumaça e balas de borracha que atingiram a cabeça do trabalhador Laurindo Pereira Silva, conhecido como ‘Seu Pepeu’.

Os trabalhadores sem-terra tiveram suas casas destruídas pelos policiais”. A denúncia dos deputados ainda aponta que “a Codevasf ingressou com pedido de reintegração de posse, perante a Justiça Federal de Juazeiro, contra a ocupação das famílias de rurícolas, que se estende desde 2007, mediante acordo firmado entre os governos federal e estadual, Incra, Ouvidoria Agrária, a Codevasf e o Ministério Público Federal”.

A área, objeto de litígio, onde ocorreu o despejo violento tem cerca de 1.727 hectares, são 19 lotes. Compreende os acampamentos Abril Vermelho, no Projeto Salitre, em Juazeiro, Irmã Dorothy e Iranir de Souza, no Projeto Nilo Coelho, em Casa Nova. O deputado Valmir Assunção lembra que o local recebeu a visita da ‘Caravana do Nordeste’ e foi um dos pontos mais preocupantes dos organizadores da missão política na região. Em nota, o MST diz que vai ter resistência.

“Vamos resistir, lá existe alta produtividade de frutas, defendido pelos prefeitos da região diante da importância econômica e de geração de empregos. Participei da audiência pública realizada em Juazeiro para debater o tema, aprofundamos os assuntos. E este despejo violento é completamente inadmissível e desnecessário. O terror causado pelo despreparo das forças que ali atuaram resultou em pessoas feridas gravemente. O uso de milícias para a ação mostra sua ilegalidade”.

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