Debatedores reclamam de política de preços adotada pela Petrobras

Audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados debateu política de preços de combustíveis da Petrobras.
Audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados debateu política de preços de combustíveis da Petrobras.
Audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados debateu política de preços de combustíveis da Petrobras.
Audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados debateu política de preços de combustíveis da Petrobras.

A política de preços adotada pela Petrobras foi criticada em audiência pública na Câmara nesta terça-feira (05/11/2019), promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor.

O representante da Federação Única dos Petroleiros, Henrique Jagger, afirmou que ela é nociva para o consumidor brasileiro, penalizado com as variações do mercado internacional.

“A Petrobras vem aumentando a capacidade ociosa das refinarias, obrigando a importação e, com isso, você acaba trazendo o preço internacional para dentro do Brasil que sofre todos os problemas do mercado internacional: os boicotes que os EUA fazem à Venezuela, os boicotes que fazem ao Irã que impactam no preço internacional do petróleo que você traz aqui para dentro”.

O gerente de preços da Petrobras, Gustavo Scalcon, reconheceu que a tributação da gasolina é elevada. Segundo ele, as práticas de preço da empresa são definidas pelo mercado internacional e também pela livre concorrência.

“O preço no Brasil esteve, pelo menos desde maio de 2018, abaixo da média internacional, aproximadamente 12%”.

Para tentar diminuir o peso que o diesel tem sobre o setor, a Cooperativa dos Transportadores Autônomos do Brasil conseguiu negociar em Catalão (GO) a diminuição no preço do combustível.

O representante da cooperativa, Wallace Landim, explicou que a negociação beneficia todos os associados que pagam uma quantia simbólica para participar da cooperativa.

O deputado Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) disse que, após a audiência, ficou claro que a política de preços dos combustíveis precisa ser alterada.

“Quando o câmbio aumenta, aumenta o combustível, o diesel, mas quando o câmbio abaixa não tem reflexo na vida do consumidor”, reclamou o deputado. “O grande problema do preço do combustível hoje é que atrapalha o desenvolvimento do nosso país, atrapalha você a arrumar um emprego porque se você tiver que se deslocar numa motocicleta, num Uber, num carro o custo é muito caro.”

Para ele, além de rever a política da Petrobras, o Brasil precisa aprovar a reforma tributária para “acabar com a guerra fiscal que prejudica o consumidor, aumentando o preço dos combustíveis”.

Redação do Jornal Grande Bahia
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