3º Episódio do documentário ‘NarcoWorld: histórias do tráfico’ aborda esquema no Rio de Janeiro; Filme é transmitido pela Netflix

Cartaz do documentário ‘NarcoWorld: histórias do tráfico’. Terceiro capítulo aborda o esquema de tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Cartaz do documentário ‘NarcoWorld: histórias do tráfico’. Terceiro capítulo aborda o esquema de tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Cartaz do documentário ‘NarcoWorld: histórias do tráfico’. Terceiro capítulo aborda o esquema de tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
Cartaz do documentário ‘NarcoWorld: histórias do tráfico’. Terceiro capítulo aborda o esquema de tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

Com quatro capítulos, a TV por streaming Netflix disponibilizou nesta sexta-feira (22/11/2019) a primeira temporada da série ‘NarcoWorld: histórias do tráfico’.

O primeiro capítulo, ‘É matar ou morrer’, aborda o mercado de metanfetaminas que ocorre na cidade de Phoneix, na fronteira dos Estados Unidos América (EUA) com o México.

O segundo capítulo, ‘A ganância é um pecado’, narra o contrabando de haxixe oriundo de Marrocos, na África, despachado em lanchas rápidas através do estreito de Gibraltar, até as praias da Espanha e a periferia de Paris.

‘Eu sou um cidadão exemplar’, quarto capítulo, documenta o tráfico de ecstasy no Reino Unido.

O terceiro capítulo revela como funciona o esquema de tráfico no Brasil.

‘Bala na Bala’ apresenta o tráfico de drogas na capital do Estado do Rio de Janeiro, a guerra entre bandidos e policiais, entre as próprias organizações criminosas, e o funcionamento do comércio de drogas nas ‘bocas do tráfico’.

O documentário narra que das cercas de 1000 favelas da cidade do Rio de Janeiro, 600 são controladas pelo Comando Vermelho (CV), enquanto outras 200 são dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

O violento conflito entre traficantes e policiais do Rio de Janeiro evidencia que a derrota é da sociedade brasileira.

Ao custo de R$ 5, os viciados alimentam a guerra e o tráfico com aquisições individuais de drogas. As compras se transformam em milhões de reais mensais, que são arrecadados dos milhares de compradores pelas organizações criminosas, formando um ciclo infinito de degradação social, violência, morte.

Quatro quadrilhas disputam em favelas do Rio de Janeiro

Reportagem de Mario Hugo Monken, publicada no site iG Rio de Janeiro, em 12 de junho de 2011, quatro grupos criminosos controlam favelas do Rio de Janeiro. O mais antigo deles é o Comando Vermelho (CV). A facção surgiu na década de 70 no presídio da Ilha Grande, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, com o nome de Falange Vermelha, a partir do contato entre presos políticos e criminosos comuns.

Rival do CV, a facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) surgiu em meados dos anos 90 dentro do complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste. Foi fundada pelo traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, que foi expulso do CV. O principal reduto da ADA hoje é a favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul.

O Terceiro Comando Puro (TCP) foi criado em 2002 após um racha entre o antigo Terceiro Comando (TC) e a ADA que, embora fossem facções diferentes, eram unidos. Suas principais áreas são os complexos de Senador Camará, na zona oeste, e o da Maré, na zona norte.

Formada, em sua maioria, por policiais militares e civis, ex-policiais, agentes penitenciários, bombeiros e até políticos, as milícias também controlam favelas no Rio. Esses grupos expulsaram os traficantes das localidades e cobram taxas de segurança de moradores e comerciantes, e exploram serviços como distribuição de gás e TV a cabo clandestina (gatonet). As principais áreas de atuação da milícia são o bairro de Campo Grande e a favela Rio das Pedras, em Jacarepaguá, ambas na zona oeste.

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Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9293 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).