Vencedor do PAMMA, projeto da Escola 15 de Novembro cria sistema para evitar desperdício da água gerada por ar condicionado

Projeto da Escola 15 de Novembro cria sistema para evitar desperdício da água gerada por ar condicionado.
Projeto da Escola 15 de Novembro cria sistema para evitar desperdício da água gerada por ar condicionado.
Projeto da Escola 15 de Novembro cria sistema para evitar desperdício da água gerada por ar condicionado.
Projeto da Escola 15 de Novembro cria sistema para evitar desperdício da água gerada por ar condicionado.

Os 12 aparelhos de ar condicionado da Escola Municipal 15 de Novembro, do Distrito de Jaíba, funciona durante uma média de 12 horas por dia. Se isso acontecesse em todos os 30 dias de um mês, eles seriam responsáveis pela geração de 2.805,84 litros de água. Em um ano, seriam 34.137,72 litros. Estes dados foram encontrados pelos estudantes do 9º ano da unidade de ensino. Há meses eles vêm buscando formas de reutilizar essa água.

A ação teve início por incentivo do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente, PAMMA. Este ano, o prêmio quis estimular a criação de projetos que contribuíssem positivamente para a discussão sobre a crise hídrica. E o tema escolhido foi: “Meio ambiente e ciência: água – economizar para não faltar”. Todo o trabalho foi coordenado por Adriana Campos, professora responsável pelas turmas de Ciências do 6º ao 9º ano na unidade de ensino.

“A situação problema foi a seguinte: a água que goteja dos aparelhos de ar condicionado costumava ser direcionada a baldes ou até mesmo escoavam no chão, o que gerava incômodo. Nesses mesmos baldes eram encontrados resíduos, inviabilizando a reutilização da água. Então, a ideia era captar e armazenar; analisar a água e assim propor o aproveitamento”, explica a professora.

 Desde o final de julho, os alunos participaram de inúmeras atividades: assistiram aulas sobre a água e como economizá-la; fizeram pesquisas e aplicaram questionários; coletaram o recurso para estudo; analisaram quantitativamente a vazão dos aparelhos por períodos específicos, etc. Tudo com o objetivo de implantar na escola um sistema de captação e armazenamento de água antes desperdiçada.

Agora, a água gerada por cinco dos 12 aparelhos é captada com uso de garrafões de 20L; nos demais, as mangueiras pelas quais a água goteja foram direcionadas a um reservatório com capacidade para 500L. Atualmente, o recurso está sendo utilizado para limpeza da escola, mas essa não foi a única solução proposta pelos estudantes. Uma horta suspensa, sustentada por essa água, é um dos próximos passos do projeto.

 “Seguimos com a implantação do sistema de aproveitamento da água. Pretendemos fazer uma horta, lavar os alimentos e até usar a água para consumo humano, após tratamento. Estamos buscando parceiros, criando um grupo de estudos sobre a água, garantindo a continuidade dos trabalhos”, complementa Adriana.

 O desperdício de água nos bebedouros, a presença de vazamentos em torneiras dos banheiros e a inexistência de um sistema de captação e armazenamento da água da chuva foram outras situações identificadas pelos estudantes em sua jornada pedagógica – problemas para os quais eles também propuseram soluções.

A substituição das torneiras com defeito; a utilização de bebedouros menores ou recipientes de água por sala de aula, de forma que cada educando tenha o seu copo; e a implantação de calhas para aproveitamento da água da chuva. Além disso, os alunos também ministraram seminários para os seus colegas de Ensino Fundamental I e espalharam cartazes de conscientização pela escola a fim de aumentar a difusão dos conhecimentos adquiridos.

Feliz com o resultado final, a professora Adriana diz que seus alunos adotaram postura de cientistas. “Eles observaram, investigaram, refletiram, buscaram soluções, implantaram e acompanham os resultados. Foram eles que fizeram tudo acontecer. O projeto foi uma oportunidade de vivenciar a transformação da realidade local e são estas experiências que mobilizam novas atitudes e comportamentos. A mudança global começa com a local”.

Mesmo que já tenha alcançado tanto, o projeto ainda está em fase de desenvolvimento. A ideia, agora, é implantar um sistema de aproveitamento dessa água, capaz de solucionar todos os desafios encontrados pelos jovens cientistas.

O projeto “Alternativas sustentáveis de utilização da água do sistema de ar condicionado na Escola Municipal 15 de Novembro: a educação ambiental como ferramenta de transformação da realidade local” foi o vencedor do PAMMA na categoria Cientista Jovem II, em que concorrem alunos de 8º e 9º ano. Os professores das equipes vencedoras envolvidos nos projetos receberão R$1000,00, e os estudantes, troféus e medalhas.

Redação do Jornal Grande Bahia
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